PS disponível para negociar Lei de Bases da Saúde com o PSD

O presidente do PS, Carlos César, garantiu que "ninguém está excluído da negociação" e sublinhou que "se há alguma adolescência na matéria é do Bloco de Esquerda".

O presidente do PS, Carlos César, garantiu que "ninguém está excluído da negociação" e sublinhou que "se há alguma adolescência na matéria é do Bloco de Esquerda".

O líder da bancada parlamentar do PS, Carlos César, admite que pode não haver aprovação da Lei de Bases da Saúde e sublinha que "ninguém está excluído da negociação", abrindo a porta ao diálogo com o PSD.

"O diálogo está aberto. Ninguém está excluído da negociação, especificamente em relação a este caso da Lei de Bases da Saúde. Há efetivamente uma divergência entre o Partido Socialista e os partidos à sua esquerda", admitiu Carlos César durante o programa da TSF "Almoços Grátis".

Carlos César já admite que a Lei de Bases da Saúde poderá ter de ficar para a próxima legislatura, defendendo um consenso alargado e o diálogo com todas as forças políticas.

"Esta é a meu ver uma lei melhor do que a que está em vigor. O PCP, o BE o PEV reconhecem também que esta lei é muito melhor do que a que está em vigor. Se partidos como o PCP, o Bloco, o PEV votarem contra esta lei inteira com a desculpa de que não estão de acordo com uma norma, entre 28 bases e 865 pontos têm de reconhecer que cometem um erro indesculpável e injustificável."

No mesmo plano, o vice-presidente do PSD, David Justino, admite que os sociais-democratas estão disponíveis para negociar com o PS se o partido recuar " no processo de aprovação concertada que teve com o Bloco de Esquerda e com o PCP".

David Justino acusou os parceiros da geringonça de estarem mais preocupados com a ideologia do que com a saúde dos portugueses: "As pessoas estão-se nas tintas para aquilo que os portugueses sofrem nas listas de espera".

"Esta pequena convulsão que existe entre os parceiros da geringonça sobre uma questão tão particular e tão ideológica é tudo feito não para satisfazer aquilo que são as necessidades da população em termos de saúde, mas para marcar posições ideológicas de "eu sou isto e tu és aquilo", defendeu David Justino.

Quanto às palavras de Francisco Louçã que disse na TSF que "é preciso que haja adultos na sala" para debater esta matéria, Carlos César respondeu dizendo que "se há alguma adolescência na matéria é do Bloco de Esquerda" que chegou mais tarde à vida política, ao contrário do PS que está associado à criação do Sistema Nacional de Saúde.

*Com Anselmo Crespo e Nuno Domingues

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