Jerónimo de Sousa e João Ferreira embarcam no apelo à gratuitidade do passe social intermodal

Candidato da CDU a Lisboa defende a necessidade de um sistema "rápido, seguro, cómodo e barato para que se abdique do transporte individual".

A CDU apresentou, esta tarde, na estação fluvial do Terreiro do Paço, um conjunto de testemunhos de quem está a poupar centenas de euros, anualmente, com o passe social intermodal: "uma reivindicação de largos anos da CDU".

O cabeça de lista da coligação à Câmara Municipal de Lisboa, João Ferreira, lembrou o impacto e enorme potencial da medida do passe social intermodal, sobretudo ao nível da poupança anual das famílias. João Ferreira mencionou que é preciso um sistema de transportes "rápido, seguro, cómodo e barato para que se abdique do transporte individual". E, nesse sentido, é também necessário consolidar os passos que foram dados, "apontando para a gratuitidade deste passe".

Para isso, João Ferreira sublinhou a necessidade de olhar de outra forma para empresas como a Metro de Lisboa, a CP ou a Carris, apontando, no caso do metro, críticas à linha circular, que apenas vai congestionar mais o centro da cidade, estando a ser esquecidas populações da periferia que não têm ainda acesso a esta rede de transporte.

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, lembrando a conquista do passe social intermodal de 1 de abril de 2019, contextualizou os últimos anos antes desta medida como anos de "redução do número de transportes e de aumento de preços", culpando sobretudo o PSD, mas também o PS: "Frotas velhas, horários escassos e trabalhadores insuficientes."

Além da área metropolitana de Lisboa, Jerónimo de Sousa frisou conquistas que se estendem a todo o país, denotando um crescimento do uso dos transportes públicos de 20% (sendo de 30% nas duas principais áreas metropolitanas).

Para garantir a continuidade destas medidas, Jerónimo de Sousa apela à criação de um quadro legal, que não dependa esta redução de custos do orçamento anual do Estado.

Também o secretário-geral do PCP afirma que o passe social intermodal deve caminhar no sentido da gratuitidade.

Uma proposta que pode significar um gasto anual de 50 milhões de euros, mas que, para a CDU é importante do ponto de vista "social, económico e ambiental".

Jerónimo de Sousa fechou o seu discurso reforçando a necessidade de melhorias na ferrovia nacional, o alargamento da rede de metro de Lisboa, e do metro ligeiro do Sul do Tejo, bem como a modernização do transporte fluvial.

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