Lay-offs de abril serão pagos esta semana. Linhas de crédito perto do limite

António Costa lembra que será muito difícil retomar crescimento económico após a crise da Covid-19, mas mostra-se confiante de que portugueses responderão com força às dificuldades.

O primeiro-ministro reforçou, esta terça-feira, a ideia de que o Estado está a fazer um enorme esforço para apoiar as empresas atingidas pela crise causada pela pandemia de Covid-19.

Na cerimónia de assinatura de Declaração de Compromisso dos Parceiros Sociais para a retoma económica e de assinatura do protocolo de cooperação entre a AHRESP e a DGS, António Costa referiu que as linhas de crédito concedidas às empresas estão perto do limite máximo, tendo já sido aprovadas garantias superiores a 5 mil milhões de euros.

Quanto aos pedidos de lay-off, o chefe de Governo adiantou que todos aqueles que deram entrada até 10 de abril, tiveram resposta até ao final desse mês e todos aqueles que deram entrada até ao final de abril receberão os apoios ainda esta semana.

O líder do Governo fez também questão de se dirigir às instituições bancárias, apelando a que sejam rigorosas na atribuição de créditos às empresas. Segundo Costa, "não vale a apena alimentar empresas que não tem viabilidade económica e que vão custar dinheiro aos contribuintes amanhã".

"Foi muito fácil fechar, será muito difícil abrir"

António Costa lembrou que a retoma da atividade do comércio e serviços, após o estado de emergência, é só o primeiro passo. O primeiro-ministro considera que "foi muito fácil fechar, mas será muito difícil abrir" todos os estabelecimentos, e que irá levar algum tempo até que os portugueses retomem os seus hábitos de consumo.

A economia e o emprego já não estão aos níveis em que estavam em fevereiro, pelo que é preciso "unir esforços para uma retoma rápida e segura", defendeu.

"Em tempo de incerteza, a única certeza é que temos de seguir em frente, e para isso é preciso confiança", assinalou o líder do Governo.

O papel da União Europeia nesta matéria não foi esquecido pelo primeiro-ministro, que frisou o elevado grau de internacionalização das economias europeias, incluindo a portuguesa (em fevereiro, o peso das exportações era "superior a 44%").

"Se a economia ficar fechada à escala europeia e global, a retoma vai ser dificultada", notou, criticando a ilusão de alguns governantes, que acreditam podem recuperar as suas economias sozinhos.

António Costa explicou a necessidade de coordenação europeia, para que haja mais investimento, mais capital nas empresas, mais formação profissional e mais medidas de apoio social. Porque o "essencial é salvar os rendimento das famílias, o emprego e as empresas".

"Viver com o vírus implica viver com limitações"

O primeiro-ministro afirma que não é possível retomar "a normalidade" quotidiana sem constrangimentos.

Lembrando que "viver com o vírus implica viver com limitações", António Costa sublinhou, no entanto, que estas limitações "são fundamentais para que o cidadão sinta segurança para poder ir trabalhar e aos estabelecimentos comerciais", sob pena da subsistência das famílias ficar posta em causa.

O primeiro-ministro mostrou-se, ainda assim, confiante na capacidade do país de recuperar da crise provocada pela pandemia de Covid-19.

António Costa evocou o modo como os portugueses foram capazes de conter o vírus, confinando-se em casa, e afirmou que os cidadãos deverão mostrar a mesma força no regresso à normalidade.

"Em 48 horas, os portugueses fecharam-se em casa, afastaram-se dos seus, privaram-se de tudo para combater a pandemia", constatou. "Vão mostrar a mesma capacidade a reerguer-se desta tragédia."

"Com máscaras e luvas, vamos vencer tudo: não só o vírus, mas a crise económica. Vamos conseguir passar para o outro lado do túnel", concluiu.

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