"Não se humilhou perante credores." Durão Barroso sublinha "dignidade" de Passos Coelho durante crise

O antigo presidente da Comissão Europeia afirma que foi o ex-primeiro ministro quem "corrigiu" a situação difícil em que estava o país.

Durão Barroso defende que Pedro Passos Coelho tirou Portugal da crise "com dignidade". O antigo presidente da Comissão Europeia esteve, esta terça-feira, na Universidade Católica, na sessão de lançamento do livro "Diplomacia em Tempo de Troika", da autoria do antigo embaixador português na Alemanha Luís de Almeida Sampaio, que retrata o que se passou nos bastidores políticos durante o período do resgate financeiro a Portugal. O tipo de pormenores que, segundo Durão Barroso, costumam ficar "fechados em cofres".

O antigo responsável europeu começou por lembrar o modo como a Europa foi apanhada pela crise financeira. "A verdade é esta: nós não estávamos preparados. Nós tivemos de construir a jangada de salvação no meio da tempestade", recordou. "Não tínhamos instrumentos."

Durão Barroso sublinhou que "Portugal, graças ao Governo liderado pelo PSD, por Pedro Passos Coelho, conseguiu ultrapassar" a situação difícil "com grande dignidade" e insistiu que o governante "nunca se pôs numa situação de humilhação perante os seus credores".

Pedro Passos Coelho, que não pode estar presente na sessão de lançamento, assina o prefácio do livro. E é olhado, igualmente, pelo autor, Luís de Almeida Sampaio (que era embaixador em Berlim, durante o período da intervenção da Troika em Portugal), como um "herói".

"Honrou Portugal em circunstâncias extremamente difíceis (...), do ponto de vista da batalha para levar a cabo o programa de ajustamento económico e financeiro, mas também no relacionamento político ao mais alto nível, no relacionamento diplomático com os nossos credores, com as instituições financeiras internacionais, e com o Governo e as autoridades alemãs", declarou Almeida Sampaio.

E é por isso que, mesmo que depois se tenha formado um Governo apoiado por uma maioria parlamentar de esquerda, o embaixador considera que Passos Coelho foi o grande vencedor no confronto com António Costa.

"Naquelas circunstâncias específicas (...), ter vencido nem que fosse por um voto teria sempre sido uma grande vitória política - e foi o caso, o que aconteceu nas eleições que tiveram lugar em 2015", referiu.

Mas para o embaixador, além do antigo governante, há mais heróis que fizeram com que Portugal saísse por cima: as instituições europeias, a diplomacia, e, antes de todos eles, o povo português.

"Nós vencemos. Nós cumprimos. Nós, portugueses, soubemos honrar Portugal num período extremamente difícil da nossa História e, portanto, o primeiro herói é o povo português", concluiu.

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