"Não somos máquinas infernais da barbárie." Marcelo condecora artistas em Moçambique

A escultora Reinata Sadimba e o escritor João Paulo Borges Coelho receberam a Ordem do Infante D. Henrique.

No terceiro dia de visita oficial a Moçambique, Marcelo Rebelo de Sousa condecorou o escritor João Paulo Borges Coelho e a escultora Reinata Sadimba dom a Ordem do Infante D. Henrique.

O Presidente da República afirma que "cada um no seu domínio demonstrou esse génio criativo".

Marcelo Rebelo de Sousa realça "a expressão da liberdade, da afirmação da independência, da pujança e do progresso de Moçambique", patente nos trabalhos de ambos os artistas.

"Em terceiro lugar, e eu vim ao longo do caminho a pensar exatamente o que devia ser, porque a vida de uma e de outro foi uma vida vivida entre a realidade e a ficção", considera.

Por seu lado, o escritor João Paulo Borges Coelho, autor de obras como o "Museu da Revolução", lamenta que a guerra no leste da Europa esteja a atingir a cultura.

"Quando os teatros são bombardeados, a cultura tem uma palavra muito frágil para deixar", disse o escritor condecorado.

Ainda assim, considera que "a cultura tem um papel determinante de nos defender, quer pessoalmente quer a nível comunitário, do absurdo que isto é e lembrar-nos que somos humanos".

"Não somos máquinas infernais da barbárie", atira.

Quanto à condecoração, João Paulo Borges Coelho está surpreendido: "Há aquelas surpresas que são mais ou menos esperadas e há as outras que caem do céu. Para já, é uma honra muito grande. Eu vejo isto como uma distinção não só do meu trabalho, mas da literatura em geral e da língua portuguesa. Depois também deu-se o caso de que eu não podia estar em melhor companhia do que com a Reinata que é uma pessoa que eu muito admiro."

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