Os três vereadores do Livre e Cidadãos por Lisboa vão ser oposição a Moedas

Rui Tavares, João Paulo Saraiva e Paula Marques não aceitarão pelouros, mas prometem uma oposição responsável. E reafirmam um compromisso com a esquerda.

O fundador do partido Livre, e vereador eleito na lista de Fernando Medida, garante que vai ser oposição a Carlos Moedas.

Rui Tavares tinha sido apresentado como futuro vereador dos Direitos Humanos, do Conhecimento, da Ciência e da Cultura, num futuro executivo municipal.

Só que a vitória de Carlos Moedas impediu esse objetivo.

À TSF, Rui Tavares diz que ele e o Livre são coerentes e prometem ser uma oposição ao executivo de direita.

O vereador eleito garante que não vai aceitar pelouros, mesmo que eles sejam propostos pela equipa de Carlos Moedas.

Sobre as causas da derrota de Medina em Lisboa garante que começou na desunião da esquerda e, por isso, garante que a prioridade, na oposição, terá de ser a convergência da esquerda.

Rui Tavares diz que os órgãos do Livre ainda terão de aprofundar a análise dos resultados, mas não coloca a hipótese de abdicar do lugar para o qual foi eleito.

Cidadãos por Lisboa

Outra força política que fazia parte da Lista de Medida é o movimento Cidadãos por Lisboa.

E também aqui o discurso é de cerrar fileiras na oposição a Moedas.

O movimento foi criado por Helena Roseta e, no último mandato, teve dois vereadores no executivo de Medina.

Os mesmos que agora foram reeleitos, ou seja: João Paulo Saraiva é o vice-presidente da câmara e vereador do pelouro financeiro da autarquia.

Paula Marques tutelou o pelouro da habitação.

A vereadora é também a presidente do movimento Cidadãos por Lisboa, e reafirma o compromisso dos eleitos na câmara, na assembleia municipal e nas freguesias da cidade, para levarem até ao fim, mesmo na oposição, os respetivos mandatos.

Paula Marques sublinha que, da mesma forma que os eleitos na coligação de Fernando Medina vão ser oposição responsável, também os eleitos na coligação liderada por Carlos Moedas têm de ter consciência que vão gerir a câmara com uma maioria de eleitos de esquerda.

Ouvida pela TSF, Paula Marques lembra que há compromissos políticos com os eleitores, e o movimento não se afasta desses compromissos, lembrando o programa de rendas acessíveis e o acesso a creches gratuitas.

No novo executivo municipal de Lisboa, a coligação de Carlos Moedas elegeu 7 vereadores, sendo 5 do PSD e 2 do CDS-PP.

Na oposição, estão 4 vereadores do PS, 2 do movimento Cidadãos por Lisboa e 1 do partido Livre e, ainda, dois deputados do PCP e uma do Bloco de Esquerda.

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