"Tempo de elevar a luta." PCP desafia PS a viabilizar 35 horas de trabalho para todos e 25 dias de férias

Os deputados comunistas estão reunidos em jornadas parlamentares. Jerónimo de Sousa quer vacinação mais rápida em vez de "linhas vermelhas.

Logo a abrir as jornadas parlamentares do PCP, o secretário-geral Jerónimo de Sousa manifestou a intenção de" confrontar o Governo PS que multiplica palavras e acenos mas que, com as suas opções de classe, continua a colocar-se contra os trabalhadores. "

Além de renovar as críticas à forma como o Executivo tem gerido a pandemia" com linhas vermelhas", em vez de avançar com a "vacinação rápida através da diversificação da aquisição de outras vacinas referenciadas pela Organização Mundial de Saúde", Jerónimo de Sousa adiantou que o PCP leva a debate, no próximo dia 30 de junho, um projeto de lei para reduzir o horário semanal de trabalho para todos os trabalhadores e outro para consagrar o direito a 25 dias de férias.

As questões ligadas ao trabalho têm estado sempre em cima das prioridades do PCP nos vários processos negociais com o PS, até agora sem o sucesso que os comunistas desejam.

"O PCP não claudicou face às campanhas e à chantagem, em nenhum momento do último ano, como do último século e não deixou de estar onde era preciso estar na defesa dos direitos dos trabalhadores", avisou Jerónimo de Sousa, numa referência à negociação com o PS que levou à abstenção comunista, no último Orçamento, depois de o Bloco de Esquerda ter rompido o entendimento com os socialistas.

O secretário-geral do PCP considera que é "inadiável e central" a resposta aos trabalhadores.

O projeto-lei que reduz o limite máximo do horário semanal de trabalho para as 35 horas para todos os trabalhadores é para o PCP " o caminho que se impõe para assegurar a compatibilização da vida profissional com a vida pessoal e familiar".

Já o regresso dos 25 dias úteis de férias anuais "elimina um retrocesso", defende Jerónimo de Sousa.

Da lista de diplomas apresentados pelo PCP constam ainda o combate à precariedade e alterações ao regime do despedimento coletivo e por extinção do posto de trabalho.

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