"O anúncio da morte do CDS é um desporto que nos últimos 47 anos teve muitos adeptos"

No dia em que assinala o primeiro aniversário da sua eleição como presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos antecipa o futuro do partido em entrevista à TSF.

Há um ano, a 26 de janeiro de 2020, Francisco Rodrigues dos Santos assumiu a liderança do CDS. Com 31 anos, o então presidente da Juventude Popular era o mais jovem dos candidatos à substituição de Assunção Cristas. Agora, segundo as sondagens, arrisca ver o seu partido à beira da extinção.

Se as eleições legislativas fossem hoje, segundo a sondagem da Aximage para TSF/JN/DN, o CDS-PP seria a força política menos votada, com apenas 0,8% das intenções de voto.

Para Francisco Rodrigues dos Santos, no entanto, esta sondagem "dá vontade de rir à gargalhada" de "tão inusitada" e "absurda", diz em entrevista à TSF.

Recusando-se a comentar as previsões sondagem, o líder dos centristas condena o que diz serem "erros repetidos sistematicamente contra o CDS". Mais: "deixam de ser apenas erros, são má-fé e revelam incompetência", condena.

"O anúncio da morte do CDS é um desporto que nos últimos 47 anos foi tendo muitos adeptos", ironiza Francisco Rodrigues dos Santos. "É cíclico, nas alturas mais difíceis do ciclo político para direita há sempre vozes que se levantam a querer decretar o fim do CDS."

O argumento é reforçado com o caso dos Açores, onde o CDS-PP/Açores faz parte da coligação de Governo na região liderada pelo PSD e que integra ainda o PPM, sendo este apoiado na vertente parlamentar pelo Chega e Iniciativa Liberal.

Esta é a primeira vez na história que o CDS integra o governo na região autónoma, destaca o presidente do partido, depois de "uma cambalhota face àquilo que era o prenúncio das sondagens".

CML não está nos planos

Francisco Rodrigues dos Santos garante ainda que não será candidato à Câmara Municipal de Lisboa. O seu foco está no partido, garante, pelo que concorrer à autarquia da capital "não é uma possibilidade que coloque no horizonte".

"Não acredito em omnipresidentes. O tempo dos partidos do homem só já terminaram há muito tempo no CDS", afirma.

Para já, diz, espera continuar a ser uma força de oposição ao Governo socialista e, no futuro, "construir uma maioria de direita alternativa para Governar Portugal".

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