Provedor da Santa Casa do Porto defende plano de emergência social

António Tavares fala da necessidade de uma política pública para envelhecimento em Portugal, para fazer face a um momento de emergência

O provedor da Santa Casa da Misericórdia Porto defende que o Governo deve preparar um plano social de emergência. No Fórum TSF, António Tavares fala da necessidade de pensar o futuro do apoio a idosos e crianças numa contexto de crise que se pode estender por vários anos.

"Precisamos de um plano nacional de emergência que seja mais do que medidas avulsas", explica o provedor da Santa Casa do Porto. Não nos podemos esquecer que, ao contrário do que foi a crise anterior, esta é uma crise que está a tocar a todos, ou seja, todas as economias estão paradas. E por isso, a dificuldade que temos em colocar a economia a andar, em colocar asas coisas a mexer, vai durar muito tempo".

"Temos de olhar para a habituação, que vai ser uma questão complicação, com a mesma implicação que teve durante o período da Troika", diz o provedor da Santa Casa do Porto. "A politica pública do mercado de habitação tem de existir", reforça.

"O acesso ao mercado de emprego e as condições para se criar emprego também tem de ser olhadas", indica António Tavares.

Os idosos e um plano de fundo

Para o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto é necessária intervenção planeada do Governo na forma como está organizado o apoio aos idosos no país. "Nós precisamos de um politica publica para o envelhecimento. Temos vindo a retardar, a a área politica tem vindo a meter a cabeça na areia, porque é sempre o mais fácil", considera António Tavares. "Há que pensar o que vamos fazer com os nossos idosos e com as nossas crianças", perante um cenário de crise económica e social prolongada.

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