Aumento de casos de Covid-19? É "um bocadinho cedo" para concluir sobre desconfinamento

Graça Freitas explica o aumento do crescimento de casos com dois fatores. A DGS diz que ainda é cedo para tirar conclusões sobre o impacto da retoma da atividade económica.

Os dados da Direção-Geral da Saúde (DGS) revelam que há esta sexta-feira mais 553 casos do que na quinta-feira (26.715), o que representa uma subida de 2%. Nos últimos três dias, registaram-se aumentos sucessivos dos casos de infeção, e Graça Freitas diz que é "talvez um bocadinho cedo" para afirmar que a subida se deva ao desconfinamento. O número de casos tem aumentado entre os jovens, o que Graça Freitas encara como "uma boa notícia", já que essa franja demográfica responde melhor à doença.

Na perspetiva da diretora-geral da saúde, este aumento pode dever-se à testagem em grandes focos de contágio e não traduzir uma tendência decorrente da retoma da economia.

Em referência a uma região que tem neste momento um valor de R superior ao do resto do país, a responsável fez saber: "Aparentemente a situação de Lisboa e Vale do Tejo é multifatorial", com dois fatores importantes: testagem a muitos jovens, profissionais de assistência social em lares, por exemplo (média de quatro mil testes diários), que são assintomáticos, e o surto da Azambuja (104 trabalhadores com teste positivo, 101 dos quais pertencem à mesma empresa).

No entanto, Graça Freitas garante que a situação do R em Lisboa e Vale do Tejo está a ser estudada.

Ainda na conferência de imprensa habitual de atualização epidemiológica, o secretário de Estado da Saúde assegurou que toda a retoma da atividade do Serviço Nacional de Saúde está a decorrer "a um bom ritmo", com tudo o que isso implica ao nível da reorganização dos modelos e do respeito pelas medidas de segurança. Quanto às vacinas de gripe, a DGS está a trabalhar para que haja um incremento das doses no SNS.

Estará para "breve" uma avaliação das normas aplicadas às grávidas, garantiu a autoridade sanitária. Graça Freitas esclareceu que está a ser dada prioridade à "revisão das normas relativas aos partos" e que as decisões serão conhecidas "tão breve quanto possível".

A DGS publica, já esta sexta-feira, uma orientação técnica para migrantes, refugiados e profissionais que lidam com pessoas nestas circunstâncias, adianta o secretário de Estado da Saúde, António Sales. As medidas como o confinamento e o auto-isolamento "são particularmente exigentes para estas populações", sublinhou António Sales.

Esta orientação flexibiliza alguns procedimentos para a obtenção do número de utente, com vista a "garantir que ninguém fica sem cuidados de saúde".

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