Confinamento dos portugueses abre a porta a novos animais nas cidades

Ambientalistas recebem cada vez mais relatos e não são apenas avistamentos de aves.

O Fundo para a Proteção dos Animais Selvagens (FAPAS) diz que recebe cada vez mais relatos de uma crescente "ousadia" de animais selvagens que visitam os espaços urbanos que nas últimas semanas têm sido deixados mais vazios pelo confinamento de muitos portugueses.

O dirigente do FAPAS, Miguel Dantas da Gama, explica que o fenómeno vai-se notando de forma crescente quer por animais que tradicionalmente habitam em parques ou jardins, mas também em zonas selvagens, nomeadamente aves e pequenos mamíferos, como raposas ou javalis, com o recuar da pressão humana.

"Não é uma boa noticia provocada pela Covid-19, mas uma consequência agradável dos seus efeitos", afirma.

Miguel Dantas da Gama diz que há espécies de aves que eram menos comuns nas cidades e surgem em cada vez maior número: toutinegras, felosas, pegas, gaios, bem como aves de rapina como os buteos ou peneireiros.

"Tudo acelerado pela menor pressão", refere o representante da FAPAS que conta que aos poucos vão recebendo alguns relatos que também falam num aproximar de animais terrestres como raposas e javalis.

"Animais que já se aproximavam dos meios urbanos e que antes já se movimentariam de noite mas que agora têm mais à vontade para o fazer de dia", conclui, sublinhando que é um "sinal de que a natureza tem sido menos pressionada nas últimas semanas".

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