Covid-19: sindicato diz que motoristas de transportes públicos estão abandonados

O Sindicato Nacional dos Motoristas denuncia ainda que, até ao momento, as viaturas não tiveram qualquer reforço de limpeza nem de desinfeção, nem foi suspensa totalmente a venda de títulos de transporte nos veículos.

O Sindicato Nacional dos Motoristas considera que os motoristas dos transportes coletivos de passageiros estão "desprotegidos e abandonados ao seu destino pelas entidades patronais, pelos governantes e pela Direção-Geral da Saúde", segundo um comunicado divulgado este sábado.

Até ao momento, aqueles profissionais ainda não receberam qualquer informação além de não terem sido tomadas quaisquer "medidas que possam proteger aqueles profissionais face a exposição constante a passageiros", lê-se no mesmo texto.

O sindicato denuncia ainda que, até ao momento, as viaturas não tiveram qualquer reforço de limpeza nem de desinfeção, nem foi suspensa totalmente a venda de títulos de transporte nos veículos, de forma a evitar "o eventual contágio através do manuseamento de dinheiro entre tripulante e passageiro".

Neste caso, apenas a Carris, em Lisboa, e a Sociedae de Transportes Coletivos do Porto (STCP) suspenderam a venda de bilhetes a bordo, referem.

O sindicato diz ainda que não foi criada qualquer barreira física de modo a impedir a aproximação de pessoas aos motoristas, salvo no caso da STCP e por empresas do Grupo Transdev.

Segundo o sindicato, os motoristas também não receberam qualquer orientação para utilizarem apenas as portas traseiras dos autocarros, exceto os da STCP.

Para o sindicato, apesar das indicações do Governo e do próprio Presidente da República, há a sensação de que estão a ser tomadas "medidas avulsas e sem correspondência entre elas".

Para a organização sindical, era expectável que fossem proibidos ou mitigados certos contactos, nomeadamente através da "vida noturna", além de que deviam ser dadas "indicações inequívocas e com caráter impositivo" à população para que esta se mantivesse de quarentena.

"Temos agora um país a correr contra o prejuízo por não termos governantes que tenham aprendido alguma coisa com as pandemias anteriores e temos uma população que se sente desprotegia e sem saber o que deve efetivamente de fazer", lê-se no mesmo comunicado.

"O SNM espera que este grito de alerta seja o suficiente para que certas medidas que se consideram urgentes sejam implementadas imediatamente", conclui o texto.

O novo coronavírus responsável pela pandemia de COVID-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 5500 mortos em todo o mundo.

O número de infetados ultrapassou as 143 mil pessoas, com casos registados em mais de 135 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 169 casos confirmados.

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