Crianças "desligadas" que "saíram do radar" da educação já regressaram às escolas

De acordo com o Conselho Nacional de Educação, baseado num estudo efetuado no primeiro confinamento, milhares de estudantes deixaram de participar nas aulas online e nas atividades escolares.

Nessa altura, de acordo com a presidente do Conselho Nacional de Educação, cerca de 20 mil crianças saíram do radar das escolas. Maria Emília Brederode dos Santos afirmou no Parlamento que era prioritário o regresso dessas crianças aos estabelecimentos de ensino.

O presidente da Associação Nacional de Agrupamentos das Escolas Públicas acredita que, nesta altura, na sua maioria, estas crianças já regressaram às escolas. No entanto, estas mais do que as outras têm que retomar aprendizagens.

O Ministério da Educação deu autonomia às escolas para levar essas crianças a aprender melhor depois dos períodos de confinamento através do Plano de Recuperação de Aprendizagens, a levar a cabo até 2023. Nos confinamentos as escolas estiveram fechadas e muitos jovens deixaram de participar em qualquer atividade da turma em que estavam inseridos.

Filinto Lima afirma que cada escola escolheu a sua estratégia para trazer novamente essas crianças para o ensino, inclusive contratando mediadores e assistentes sociais. Esses técnicos chegam a ir a casa de crianças que deixaram a escola neste período. "Fazem um trabalho de retaguarda, prevenindo e reagindo a situações dos meninos que estavam em casa, com o consentimento dos pais, crianças a que chamávamos 'desligadas'."

Filinto Lima acredita que todas as crianças, e não só algumas, perderam aprendizagens com os períodos de confinamento, aprendizagens que as escolas estão a tentar recuperar utilizando diferentes estratégias. "Pode passar por apoios individualizados, como aulas extras, ou apoios em sala de aula com um professor coadjuvante, cada escola adota a estratégia em função da sua realidade", adianta.

Também para Jorge Ascensão, presidente da Confederação Nacional de Pais e Encarregados de Educação (CONFAP), "há um compromisso de todos para voltar a ter a construção do sistema educativo, que vá progredindo", afirma. "Era isso que estava a ser feito e temos que voltar a fazer, na certeza de que essa recuperação levará algum tempo", conclui.

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