DGS admite rastreios nas fronteiras, mesmo que sejam pouco eficazes

Comissão Europeia faz proposta de rastreios à entrada dos países. Autoridade de saúde portuguesa admite hipótese no seu plano de contingência, mas defende que é pouco eficaz.

O Plano Nacional de Preparação e Resposta à Doença por novo coronavírus (COVID-19) publicado no início da semana pela Direção-Geral da Saúde (DGS) defende que os rastreios nas fronteiras são pouco eficazes, mas admite que estes venham a ser implementados.

A falta destes rastreios tem sido uma das dúvidas que passa por muitos dos que veem as medidas que têm sido tomadas, por exemplo, em países asiáticos.

A DGS dá a explicação para essa medida ainda não ter sido implementada, dizendo que esta medida nem está "contemplada" no plano de contingência.

"De acordo com a evidência científica baseada em experiências anteriores, como o SARS [síndrome respiratória aguda grave, um outro surto nascido na China em 2002], existe pouca efetividade na implementação da medida de rastreio à entrada (entry screening), nomeadamente a medição da temperatura sem contacto", ou seja, com termómetros que apontam para a pessoa e medem a sua temperatura corporal.

A DGS acrescenta que "a eficácia desse rastreio à entrada depende em grande parte da eficácia do exit screening".

No entanto, a DGS também admite que, apesar da "pouca efetividade", "se, por motivos de alarme social ou mediante recomendação internacional, for necessário implementar rastreio à entrada, será feito com a monitorização da temperatura".

Se a temperatura corporal for suspeita, os viajantes "serão encaminhados para um rastreio secundário", que incluirá uma confirmação da temperatura por metodologia mais específica, entrevista aprofundada e exame médico".

A Comissão Europeia propôs esta sexta-feira que os Estados-membros procedam a rastreios de saúde nas fronteiras para fazer face ao surto de Covid-19, como alternativa ao encerramento das fronteiras, voltando a apelar aos 27 países que evitem medidas unilaterais. Palavras da presidente do Executivo comunitário que recordou que, "nas últimas horas, tem-se assistido à implementação de proibições de viagens e outros controlos em vários Estados-membros".

Ursula von der Leyen admite que "alguns controlos podem ser justificados", sustentando que proibições de viagens generalizadas não são consideradas a medida mais adequada pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

LEIA AQUI TUDO SOBRE A COVID-19

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de