Diretores de escolas não querem aulas presenciais a disciplinas sem exame

A principal preocupação da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas refere-se ao 11.º ano, que tem "muitas disciplinas e imensa carga horária". O coletivo de diretores de escolas pede ao Governo uma resposta urgente para facilitar construção de horários.

Os diretores de escolas pedem uma resposta urgente às dúvidas que surgiram depois de o Ministério da Educação ter disponibilizado as orientações para o regresso à escola. Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, tem recebido muitos contactos e afirma que que a principal preocupação está relacionada com os alunos de 11.º ano.

Filinto Lima defende que os alunos do 11.º ano devem ir às aulas presenciais apenas das disciplinas cujo exame se realiza este ano. "Vamos ter muitos alunos em permanência nas escolas, e isso irá dificultar imenso - sobretudo nas escolas grandes, com centenas de alunos - a construção de horários, quer de professores, quer de alunos, a disponibilização das salas de aula, que começam a escassear", argumenta o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, que dá conta do pedido de alteração às orientações emitidas pelo Executivo.

"Não há necessidade [de aulas presenciais para disciplinas cujo exame acontece no ano seguinte], porque, no próximo ano, esses alunos vão ter essa disciplina, e o exame só é realizado daqui por um ano. Foi esse pedido que dirigimos ontem [quarta-feira], por carta, ao Ministério da Educação: que revejam esta situação que, de facto, está a preocupar imenso os diretores das escolas."

Filinto Lima exorta o Governo a dar uma "resposta rápida", dentro do intervalo das "próximas horas ou nos próximos dias", e alerta mesmo: "Disso dependemos para planear os horários e para distribuir o serviço docente."

"O 11.º ano é um ano que tem muitas disciplinas e uma imensa carga horária; se esses alunos fossem dispensados das disciplinas às quais não têm exame este ano, de certeza que o regresso à escola a partir de 18 de maio seria mais pacífico e feito com maior confiança", conclui o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas.

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