Está a planear uma festa de Ano Novo? "Não estranhe a visita da polícia"

A passagem de ano será muito diferente do habitual e obrigou a PSP a "reinventar-se" para evitar ajuntamentos e festas.

A Polícia de Segurança Pública (PSP) vai fiscalizar o cumprimento das regras de distanciamento associadas à pandemia de Covid-19 na noite de passagem de ano, podendo agir "proativamente" se forem detetadas festas ilegais.

Esta quinta-feira, a circulação entre concelhos está proibida ao longo de todo o dia e até às 05h00 de segunda-feira, e foi determinado recolher obrigatório às 23h00, com a proibição de festas e ajuntamentos na via pública.

O trabalho das autoridades neste final de ano 2020 consiste sobretudo no policiamento "baseado na confiança e na vontade dos portugueses em comprimem as normas", mas não só, diz à TSF o intendente Nuno Carocha, porta-voz da PSP.

"Se detetarmos a organização de festas ilegais e outras situações do género para agirmos proativamente é algo que dispomos e que não recusaremos", afirma.

Questionado sobre se esta regra se aplica a quem está a pensar organizar festas em casa com grande número de pessoas, Nuno Carocha responde afirmativamente: nesse caso, "não estranhe visita da polícia", diz.

A PSP já entrou mesmo em contacto com "alguns agentes económicos" que manifestaram intenção de organizar festas de Ano Novo nas redes sociais no sentido de os "demover" e informar sobre as regras em vigor.

Além de não estarem autorizadas festas públicas ou abertas ao público, estão também proibidos ajuntamentos na via pública para mais de seis pessoas.

Para "garantir que não há grandes ajuntamentos" a PSP convocou para a fiscalização das ruas os mesmos meios que costuma mobilizar para a noite de Ano Novo mas este ano terão de se "reinventar" para se adaptar à nova realidade.

Nas zonas onde tradicionalmente se festeja a passagem do ano, como o Terreiro do Paço em Lisboa e outras grandes praças nas várias cidades do país, haverá policiamento "muito visível desde as primeiras horas" da noite, para evitar o incumprimento das regras "ou por desconhecimento ou por algum exagero momentâneo".

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