Falta de vacinas, dificuldades na marcação, um só dia para vacinar. "Tarefa árdua" vai piorar na 2.ª dose

A Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar não esconde que tem sido difícil o processo de vacinação e que há vários fatores a atrasá-lo.

Diogo Urjais, presidente da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar, confirma no terreno as dificuldades da vacinação, já que falhas na entrega de vacinas têm sido determinantes para o atraso no plano, como foi avançado pelo Diário de Notícias. "O programa não está mais avançado também por falta de vacinas, porque, apesar de todas as dificuldades, quase todas as vacinas que vêm semanalmente são gastas", admite, em declarações à TSF.

A ferramenta criada para o processo de agendamento e para a marcação, em vez de facilitadora, "tem dificultado sobremaneira, quer o agendamento, quer a marcação", com listas desatualizadas e inclusão de utentes que não correspondem à fase que agora decorre, constata o responsável.

Diogo Urjais salienta a complexidade de convocar sobretudo as pessoas mais velhas. "Essas dificuldades são ultrapassadas com o esforço e com a dedicação dos profissionais à causa", garante, lembrando que muitos utentes são "convocados telefonicamente".

As injeções são dadas uma ou duas vezes por semana, o que exige uma logística bem oleada. "Uma unidade funcional convocar cem ou 200 utentes para um dia da semana é uma tarefa obviamente árdua, difícil e morosa, porque, na faixa etária dos mais velhos, telefonicamente raramente fica resolvido à primeira - porque [a pessoa], ou quer falar com um filho, ou não tem transporte e tem de assegurar essa questão -, e há a questão de os contactos não estarem atualizados."

O presidente da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar revela que existe ainda um outro problema, associado à segunda toma. As segundas doses "não entram neste sistema automático", e a mensagem de convocatória "pode, ou não, ser a melhor opção". Caso não seja, os profissionais de saúde telefonam mais uma vez para o utente, a confirmar a segunda dose, de forma a não haver falhas ou esquecimentos no dia da vacinação, e, por isso, desperdícios.

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