Fenprof acredita que há "imprudência" na abertura das escolas

Fenprof fez manual para professores, mas aconselha a recusarem atividades se segurança não estiver cumprida. Filinto Lima acredita que tudo vai estar pronto para receber alunos, professores e funcionários.

A Fenprof está convencida de que a reabertura das escolas a partir de segunda-feira é imprudente. O representante dos professores, Mário Nogueira, sublinha, em declarações no Fórum TSF, que a avaliação do fim do estado de emergência ainda não foi feita e há muitas dúvidas por esclarecer.

"Um dos compromissos do Governo era antes de avançar alguma fase faria sempre uma avaliação da anterior e se necessário recuava-se e essa avaliação não foi feita", lembra o sindicalista, sublinhando que os dados que há não são suficientes e referindo que "há alguma imprudência" em abrir já as escolas.

O levantamento feito pela Fenprof sobre as condições nas escolas para este regresso às aulas presenciais revela muitas limitações.

"Muitas escolas não têm pessoal que vá conseguir durante todo este período ter o nível de trabalho e de limpeza que existe, uma vez que há falta de auxiliares e trabalhadores nas escolas e a limpeza vai ter de ser permanente entre cada utilização e também em relação aos equipamentos que foram distribuídos, com escolas que têm material até ao fim do ano e outras para uma semana", lembra.

Assim, revela ainda que a Fenprof fez um manual de procedimentos, condições e exigências que vai distribuir aos professores para saberem como agir. "Se por exemplo não houver máscaras ou estiver assegurada a limpeza (...) devem recusar iniciar uma atividade num espaço confinado onde não estejam garantidas as condições", frisou.

"Há dois meses, se um aluno usasse uma máscara era alvo de um processo disciplinar"

A Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas está convencida que as máscaras e outros produtos de proteção vão chegar às escolas a tempo do regresso às aulas presenciais, já que desde a segunda-feira passada que está a chegar material.

Filinto Lima acredita que "a partir do dia 18 de maio, dentro desta anormalidade vamos receber o melhor possível os nossos alunos".

Esta nova realidade vai mudar por completo o paradigma nas escolas, mas o responsável promete rigor na aplicação das regras.

"Os alunos só podem entrar nas escolas com máscaras. Repare na mudança do paradigma que foi total: aqui há uns tempos, há dois meses, se um aluno entrasse numa sala de aula com uma máscara era alvo de um processo disciplinar, agora é o contrário", recorda.

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