Fim da task force. Coronel Penha-Gonçalves vai liderar fase de transição

Carlos Penha-Gonçalves é também médico veterinário e já integrava a task force da vacinação, tendo a seu cargo o Núcleo de Normas e Simplificação.

Com Portugal perto dos 85% de pessoas totalmente vacinadas, a task force da vacinação contra a Covid-19 chegou ao fim. O processo vai seguir agora para uma fase de transição em que se irão sobrepor a vacinação da gripe e a administração da eventual terceira dose da vacina contra a Covid-19.

Esta fase estará sob alçada de um núcleo de coordenação liderado pelo coronel Penha-Gonçalves - com uma equipa mais reduzida, de outros sete elementos dos três ramos das Forças Armadas -, em articulação com a Direção-Geral da Saúde, o Infarmed, os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) e o Serviço de Utilização Comum dos Hospitais (SUCH).

A informação foi anunciada pelo vice-almirante Gouveia e Melo e confirmada pelo primeiro-ministro, António Costa, que destacou o "render da guarda" na evolução que se segue em termos de esforço de vacinação dos portugueses, numa reunião onde estiveram também presentes a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, o primeiro-ministro, António Costa, a ministra da Saúde, Marta Temido, o ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, e a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

Carlos Penha-Gonçalves é também médico veterinário e já integrava a 'task force' da vacinação, tendo a seu cargo o Núcleo de Normas e Simplificação. Os oito elementos que o vão acompanhar pertenciam igualmente à equipa anteriormente liderada por Gouveia e Melo.

Nesta reunião, Gouveia e Melo destacou o êxito do processo de vacinação, sublinhando que Portugal está muito perto de atingir os 85% de população com a vacinação completa.

"Estamos em 84 e qualquer coisa de segundas doses. Já podíamos ter atingido os 85% de vacinação completa, mas vamos relembrar algumas pessoas e dentro de semana ou semana e meia, senhor primeiro-ministro, terá os 85%", disse o vice-almirante, confirmando que este é "o último 'briefing'" sobre a pandemia.

O primeiro-ministro, António Costa, elogiou a capacidade de comando e de planeamento da equipa que coordenou o processo de vacinação em Portugal, liderada pelo vice-almirante Gouveia e Melo, considerando que reforçou o prestígio das Forças Armadas.

"O contributo das Forças Armadas foi essencial. E é justo aqui referir que o vice-almirante e toda a sua equipa, com elementos dos três ramos, reforçou a ideia fundamental de que o país reconheça o quanto é fundamental o investimento nas Forças Armadas" declarou o líder do executivo.

António Costa considera ainda que o país se deve orgulhar "pela adesão dos portugueses ao processo de vacinação".

"Sem a adesão dos portugueses teria sido impossível alcançar estes resultados. Como vemos na comparação internacional, o dado que faz a diferença é que o país adquiriu ao longo de décadas uma cultura de vacinação. Essa cultura de vacinação é um dos maiores ativos do ponto de vista de saúde pública que o país dispõe", destacou.

De acordo com Gouveia e Melo, por agora o "desafio é conjugar duas agendas: a vacinação da gripe e a eventual terceira dose da vacinação Covid-19", sublinhando que o processo "vai depender muito" dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), onde são concentrados os agendamentos das vacinas.

"O processo correu muito bem para a Covid e estamos a tentar replicar para a gripe", resumiu, sem deixar de esclarecer que Portugal já tem 480 mil vacinas da gripe em território nacional, num processo de vacinação que "já começou ontem", arrancando primeiramente pelos lares de idosos.

No entanto, o vice-almirante até aqui responsável pela 'task force' fez questão de explicar que a eventual sobreposição da vacinação da gripe com a administração de uma eventual terceira dose contra a Covid-19 não será um problema a nível logístico, face à disponibilidade de vacinas e à continuidade dos atuais centros de vacinação para esta transição.

Já a ministra da Saúde indicou que "caso precisemos de administrar uma terceira dose da vacina contra a Covid, ainda não temos informação que nos permita fazer a coadministração, ou seja, no mesmo ato vacinar contra a gripe sazonal e contra a Covid-19" e acrescentou que o plano prevê um intervalo mínimo de 14 dias entre a vacinação contra a gripe sazonal e uma eventual terceira dose contra a Covid-19.

Sobre uma possível terceira dose contra a Covid-19, aguarda-se a decisão da Agência Europeia do Medicamento, mas Costa garante que é importante que os portugueses se mantenham tranquilo. O primeiro-ministro acredita que Portugal tem a liberdade de movimentos necessária para avançar, se for preciso. Estão contratadas vacinas suficientes para vacinar toda a população com a terceira dose, caso necessário.

"Se a decisão for vacinar, nós temos vacinas suficientes para vacinar toda a população", afirmou.

Caso não seja necessário, será reforçado o esforço de cooperação com os restantes países, no qual Portugal tem sido dos países que mais tem contribuído, frisou Costa.

"O processo não acabou. Dependemos da decisão da EMA", sublinhou o primeiro-ministro.

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