Fundador da Refood: "São os melhores 10 anos da minha vida"

A primeira recolha de comida ​​​​​​foi feita de bicicleta em Lisboa há 10 anos. Atualmente, a Refood tem 60 núcleos em Portugal e também está em Espanha, em Itália, nos Estados Unidos e no Brasil.

Foi no dia 9 de março de 2011 que o americano Hunter Halder realizou a primeira recolha de alimentos junto de cafés e restaurantes, ao volante de uma bicicleta. Passados dez anos, o criador deste projeto não se mostra arrependido.

"Estes 10 anos são uma maravilha, são os melhores 10 anos da minha vida", diz Halder que se manifesta "completamente feliz com a resposta de tantas pessoas que fizeram a Refood crescer de um gajo meio maluco numa bicicleta para uma instituição nacional com milhares de voluntários servindo dezenas de comunidades".

Atualmente, a Refood tem 60 núcleos em várias cidades do país, 20 deles em Lisboa. A pandemia fez desaparecer "cinco ou seis núcleos que não se aguentaram", mas ao mesmo tempo motivou a criação de núcleos em Portimão, Tavira, Albufeira, Lagos, Viseu e no Porto (Bonfim). O objetivo continua a ser o de lutar contra o desperdício alimentar. Hunter Halder resume a missão com três verbos: "Resgatar a comida, Alimentar as pessoas e Incluir a comunidade".

No último ano, a pandemia obrigou a Refood a reinventar-se. O fecho dos restaurantes alterou o paradigma da recolha e distribuição de alimentos às pessoas mais carenciadas. "Os restaurantes eram a base principal da nossa fonte de comida excedentária e quando fecharam isso alterou completamente o contexto da comida desperdiçada", explica o fundador, adiantando que o movimento teve de "diversificar as fontes de alimentos e re-imaginar processos". O que aconteceu, então? A Refood investiu mais na recolha de alimentos junto de supermercados e de refeitórios que continuaram a trabalhar, como o do Instituto Português de Oncologia, em Lisboa. Foi também aprofundada a relação com o Banco Alimentar e com outras associações e autarquias.

O desafio vai continuar enquanto houver pessoas a necessitar de ajuda. Incluindo no estrangeiro, para onde a Refood se expandiu. A associação já tem núcleos em Madrid, Itália, nos Estados Unidos e em Salvador da Bahia, no Brasil. "A internacionalização vai ser um tema da próxima década", assegura o empresário que quer "conquistar o mundo" com o projeto nascido em Portugal.

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