GNR sem meios para parar festa ilegal de casamento que já dura há vários dias em Alter do Chão

Em Alter do Chão, a Guarda Nacional Republicana não tem meios para travar uma festa de casamento que juntou mais de 50 pessoas. A Associação dos Profissionais da Guarda garante que a falta de militares em Portalegre coloca a comunidade em risco, num concelho que se encontra em risco extremo de contágio por Covid-19.

A Associação dos Profissionais da Guarda garante que a falta de meios e militares no distrito de Portalegre está a colocar em causa o trabalho da GNR. A denúncia surge depois de os militares terem sido chamados ao concelho de Alter do Chão, para acabar com uma festa ilegal de casamento, que juntou mais de 50 pessoas.

António Barreira, coordenador da associação na região Sul, reconhece, em declarações à TSF, que os militares não conseguiram pôr fim às celebrações. "A patrulha, quando lá chegou, foi rodeada por alguns indivíduos da referida comunidade", conta o coordenador da Associação dos Profissionais da Guarda. António Barreira acrescenta que o veículo da patrulha policial foi pontapeado e também se registou o "arremesso de um cigarro aceso para dentro da viatura".

O caso aconteceu no bairro da Horta das Furnas, e a festa prolongou-se por vários dias, apesar dos alertas dos moradores e de várias patrulhas da GNR terem sido enviadas ao local.

António Barreira afirma que a falta de meios coloca em causa a segurança da população e o cumprimento da lei. "A Guarda Nacional Republicana, mediante aquilo que o poder político lhe dá, tenta acudir", começa por dizer o responsável, que esclarece o desdobramento de recursos humanos que é exigido aos guardas.

"Um posto que tem dois homens de serviço poderá também ter de assegurar outro concelho vizinho. Chega a haver, muitas das vezes, situações em que se está a tomar conta, durante um período de oito horas, de três concelhos." Ao Ministério da Administração Interna, a Associação dos Profissionais da Guarda exige a mobilização dos meios necessários. "A Guarda não tem medo de ir a lado nenhum, nem tem meios", critica António Barreira.

O dirigente explica ainda que a Associação dos Profissionais da Guarda já bateu a várias portas para pedir auxílio."Também já mantivemos uma reunião com o senhor presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo, que é o representante dos 15 municípios do Alto Alentejo, distrito de Portalegre, onde nós, como associação, sabendo que não compete ao poder autárquico a resolução do problema, solicitámos ajuda, no sentido de reportar ao Governo e ao senhor ministro da Administração Interna as carências do comando de Portalegre no que toca aos recursos humanos."

O concelho de Alter do Chão faz parte da lista de risco extremo de contágio por Covid-19, pelo que as celebrações tornam-se ainda mais arriscadas. Num comunicado publicado no Facebook, o presidente da Câmara apela ao cuidado redobrado da população no cumprimento do estado de emergência, mas a Guarda avisa que não tem meios para fazer cumprir a lei. A TSF já pediu esclarecimentos ao Ministério da Administração Interna, gabinete que tutela a GNR.

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