Governo afasta possibilidade de adiamento. Aulas recomeçam a 10 de janeiro

O secretário de Estado da Saúde considerou que o recomeço das aulas é "uma medida fundamental para a saúde física, mental, social e psicológica das nossas crianças", pelo que não será adiado, apesar do recrudescimento da pandemia.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, afirmou esta segunda-feira que as aulas vão ser retomadas a 10 de janeiro, afastando a hipótese de serem adiadas devido ao aumento de casos de Covid-19.

"Penso que essa medida [adiamento] não está garantidamente sobre a mesa. E, portanto, as aulas começam no dia 10 de janeiro para as crianças, porque essa é uma medida fundamental para a saúde física, mental, social e psicológica das nossas crianças", afirmou o governante, em Coimbra.

O secretário de Estado respondia a questões dos jornalistas à margem da cerimónia de receção aos médicos internos do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), tendo considerado que o ensino presencial "é fundamental para as crianças".

Salientando que não há alterações de medidas previstas, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde referiu, no entanto, que posteriormente, de acordo com a evolução epidemiológica, o Conselho de Ministros avaliará a situação.

Esta retoma das aulas deixa satisfeito o presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, Jorge Ascensão.

"Uma boa notícia. Esperávamos que fosse assim, daí termos também apelado aos pais para que vacinassem as crianças. A escola é importante e contribui não só para o conhecimento e desenvolvimento cognitivo das crianças e jovens, mas também para a sua saúde em termos globais. Era um desejo que tínhamos, sabendo que temos de estar atentos e ter consciência de que é preciso manter alguns cuidados para podermos ajudar e contribuir para o controlo dos contágios", reconheceu à TSF Jorge Ascensão.

Também Filinto Lima, da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep), apoia o regresso das aulas presenciais desta segunda-feira a oito dias.

"Os professores, muitos deles, já tomaram a terceira dose da vacina e os alunos mais jovens, por opção dos pais, também já tomaram a vacina. São dados que não tínhamos a 17 de dezembro, no início da pausa letiva do Natal. Estamos francamente melhor em relação à altura do Natal e temos de ter em conta que os alunos não são números, faz-lhes falta a socialização para o bem-estar emocional e psicológico", acrescentou Filinto Lima.

Em resposta aos jornalistas, o governante disse ainda que o país tem capacidade de testagem à Covid-19, através das mais de 1400 farmácias aderentes e 700 postos de laboratoriais de testagem, salientando que Portugal é o quarto país europeu com mais testes realizados.

Segundo Lacerda Sales, Portugal tem mais de 26 milhões de testes efetuados e que só na quinta-feira, dia 30 de dezembro, foram realizados mais de 400 mil testes.

"Temos capacidade de testagem, temos testes, muitas instituições a testar, pelo que queremos que as pessoas se testem, porque é muito importante para controlarmos esta crise sanitária", disse.

O secretário de Estado Adjunto e da Saúde apelou ainda à população para não se dirigir aos hospitais e às urgências para realizarem testes Covid-19, "porque tendo esta capacidade de testagem noutros locais poderão libertar o tempo aos profissionais de saúde para situações mais graves".

"O apelo que faço é para que quando o Serviço Saúde 24 passa o teste vão aos respetivos locais onde se podem testar: laboratórios ou farmácias", frisou Lacerda Sales.

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