Governo arranca esta segunda-feira com milhares de testes em lares de idosos

São dez mil testes numa fase inicial e o programa arranca nos distritos de Lisboa, Aveiro, Guarda e Évora e Faro. Em duas semanas, cobrirá todo o país. Uma campanha com objetivos preventivos para eliminar novos focos de contágio, assume Ana Mendes Godinho na TSF.

O Governo arranca esta segunda-feira com um programa de testes à Covid-19, em todos os lares de idosos do país. É uma iniciativa do Ministério do Trabalho, Solidariedade e da Segurança Social, em colaboração com os ministérios da Saúde e da Ciência.

Em declarações à TSF, Ana Mendes Godinho afirma que, em função de níveis de risco, "vão começar a ser feitos testes relativamente ao Covid nos lares e vamos priorizar também em função de quais são neste momento os fatores mais preocupantes em termos de eliminação de risco, que são também os priofissionais dos lares. Ou seja, vamos começar os testes aos funcionários dos lares" e aos utentes que registem "algum tipo de suspeita. No fundo, estamos a minimizar a situação, identificando os funcionários que possam ter Covid, para assim diminuir o efeito de propagação nos lares, relativamente aos utentes que tenham sinais de suspeita".

A medida conta, ainda, com a parceria da Segurança Social, da Cruz Vermelha, do Instituto de Medicina Molecular (através de quem arrancam os dez mil testes iniciais) e de algumas universidades, como Aveiro e Algarve. Portugal tem 2560 e todos estão abrangidos por esta medida, incluindo os privados.

Lisboa, Aveiro, Guarda, Évora e Algarve são as regiões onde vai arrancar o programa de testes em massa em lares de idosos, para fazer face ao que tem sido uma das mais dramáticas realidades da epidemia do novo coronavírus no país. Em declarações à TSF, ao explicar os critérios de seleção, a ministra Ana Mendes Godinho, assume que foi dada prioridade aos distritos e regiões identificados "como tendo mais lares ou tendo lares com maior número de pessoas; e portanto, aqui com o objetivo de prevenir a situação e identificar situações que possam ter desde já sinalizadas e corrigidas para prevenir ou diminuir o risco de propagação. Mas existe a perspetiva de alargar esta medida para todo o país".

Vai levar duas semanas até que tal aconteça. Mendes Godinho afirma que o programa "terá depois os tempos de análise dos próprios testes que são feitos pelo Instituto de Medicina Molecular quer pela Universidade do Algarve, quer pela Universidade de Aveiro, quer por todos os laboratórios e organismos que se juntem a este programa para conseguirmos mais rapidamente também ter aqui capacidade de fazer mais testes".

As comunidades intermunicipais (CIM) e as autarquias estão a ser envolvidas: "já estamos em contacto com todas as regiões do país, articulando também com as câmaras para que sejam as nossas grandes parceiras para que isto aconteça, porque é fundamental o envolvimento das câmaras", nomeadamente na implementação de "medidas corretivas para isolar situações ou garantir diferentes níveis de infeção ou de proteção".

Ana Mendes Godinho destaca a transversalidade do programa: "é uma grande parceria entre todos e com as câmaras, todas elas, a disponibilizarem uma grande vontade em participar neste programa" que vai ser concretizado em todo o país. Com a colaboração de várias entidades, deverá chegar a todos os concelhos do território nacional: "É isso que estamos a operacionalizar e garantir que vai acontecer".

A titular da pasta que tutela a segurança social, espera que dentro de duas semanas, no máximo, todo o território nacional esteja coberto por este programa, mas não se compromete com um prazo para a divulgação dos resultados, tudo dependerá da capacidade das entidades envolvidas.

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