Hospitais continuam a receber menos doentes do que antes da pandemia. A saúde está mais lenta

Administradores hospitalares pedem nova estratégia. Centros de saúde e rastreios ainda encaminham menos doentes que no passado.

Apesar dos números cada vez mais baixos de Covid-19, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) diz que os serviços de saúde ainda não voltaram aos níveis de atividade que tinham antes da pandemia.

Há meses que a associação alerta para os efeitos da Covid sobre muitos outros doentes que não são diretamente afetados pelo SARS-COV-2. O presidente, Alexandre Lourenço, diz agora à TSF que os hospitais continuam, por exemplo, a receber menos doentes encaminhados pelos serviços de saúde ou pelos rastreios a doenças como as oncológicas.

"Não voltámos aos níveis de acesso que tínhamos antes e continuamos com graves dificuldades, o que terá, evidentemente, fortes repercussões na saúde dos portugueses", avisa o representante dos administradores hospitalares.

Os hospitais ainda estão a receber menos doentes e Alexandre Lourenço fala numa "limitação grande nos cuidados de saúde primários, onde os profissionais são os mesmos que estão no processo de vacinação e não podem estar a fazer duas atividades ao mesmo tempo - vacinação e cuidados de saúde a toda a população".

Por outro lado, o "sistema de saúde está mais lento, há novos processos que foram introduzidos. Reativar todo o sistema e voltar aos níveis de produtividade anteriores é sempre mais difícil, pelo que continuamos a observar limitações em voltar aos níveis de atividade que tínhamos em anos anteriores e que já eram deficitários face às necessidades da população", "mantendo-nos bastante aquém do pré-pandemia".

A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) abriu, no início do mês de maio, as candidaturas à oitava edição do prémio de excelência nos cuidados de saúde (Healthcare Excellence) para projetos inovadores.

Alexandre Lourenço espera que muitas das iniciativas que surjam promovam o acesso aos cuidados de saúde, pois, com a pandemia, esta passou a ser a maior preocupação dos hospitais, acreditando que as maiores dificuldades dos próximos meses e anos estarão relacionadas com a quebra no acesso verificada no último ano.

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