Já são conhecidas as listas de colocação de professores. Consulte aqui

As listas agora divulgadas dizem respeito à mobilidade interna e à contratação inicial.

O Ministério da Educação publicou, esta sexta-feira, no portal da Direção-Geral da Administração Escolar, as listas de colocação dos professores para o próximo ano letivo.

Em comunicado enviado às redações, a tutela afirma que "ainda que o ano letivo 2020/2021 se tenha estendido, pela redefinição do calendário escolar, foi possível os docentes conhecerem mais cedo as suas colocações e terem mais tempo para se preparar para o início das aulas e aos Agrupamentos de Escolas/Escolas Não Agrupadas (AE/ENA) disporem de mais tempo para organizar o arranque do ano letivo".

Consulte aqui:

- Listas definitivas de contratação inicial

- Listas definitivas de mobilidade interna

Durante esta manhã, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, já tinha anunciado que as listas seriam publicadas esta sexta-feira, a mais de um mês do arranque do novo ano letivo.

O responsável pela tutela recordou que "durante muito tempo, tradicionalmente as listas foram publicadas no final de agosto, nalguns anos, infelizmente, já há muitos anos, lançadas em setembro e até em outubro". Algo que não aconteceu este ano, apontou, "o que é realmente muito importante para esses profissionais", para que tenham "tempo para se prepararem, para se poderem apresentar nas escolas".

Estas listas agora divulgadas referem-se "à mobilidade interna e à contratação inicial para os docentes contratados".

"Foram colocados em mobilidade interna cerca de 13.500 docentes do quadro (QA/QE e QZP) tendo ficado aproximadamente 400 desses docentes a aguardar colocação nas Reservas de Recrutamento que ocorrerão a seguir à fase agora concluída. No concurso de contratação inicial foram colocados mais de 6.500 docentes contratados", lê-se no documento.

No concurso externo, foram vinculados 2424 docentes à carreira. Nos últimos seis anos, foram vinculados aos quadros do Ministério da Educação, aproximadamente, 11 mil docentes, o que "reflete de forma determinante a aposta na estabilidade do corpo docente a lecionar nas escolas e representa uma consistente renovação dos quadros".

A tutela indica, ainda, que "os docentes colocados na mobilidade interna e na contratação inicial têm de aceitar a colocação na aplicação eletrónica disponível no Sistema Interativo de Gestão de Recursos Humanos da Educação no prazo de 48 horas úteis, e de se apresentar nos AE/ENA de colocação, no prazo de 72 horas". Caso não o possam fazer presencialmente por motivos de férias, maternidade, doença, ou outro motivo previsto na lei, devem "comunicar esse facto ao AE/ENA, por si ou por interposta pessoa, mediante apresentação, no prazo de cinco dias úteis, do respetivo documento comprovativo".

"Dia 1 de setembro, nas escolas, estarão menos 3362 professores do que no ano passado"

A Fenprof fez as contas e chegou à conclusão de que há menos três mil professores colocados este ano nas escolas do que no ano passado. Este é apenas um dos argumentos do sindicalista Mário Nogueira para criticar o processo de colocação de professores que foi publicado esta sexta-feira.

Para a Fenprof ficaram de fora cerca de 29 mil professores que passam para o próximo concurso e só chegam às escolas em setembro. Mário Nogueira argumenta que o Ministério da Educação tem de começar a preparar, depois da Páscoa, o ano letivo seguinte.

"As escolas não abrem no dia em que começa o ano letivo, a meio de setembro. Abrem a 1 de setembro. Se comprarmos o número de professores colocados em contratação inicial este ano com os do ano passado, juntando-lhe ainda o número de professores que conseguiram, entretanto, entrar nos quadros este ano e subtraindo o número de professores que se aposentaram - foram cerca de mais 300 do que no ano passado -, concluímos que no dia 1 de setembro, nas escolas, estarão menos 3362 professores do que no ano passado. Isto é no mínimo estranho para um ano que se anuncia como um ano de recuperação de aprendizagens, de reforço de recursos nas escolas e de mais professores para poderem trabalhar com os alunos", explicou à TSF Mário Nogueira.

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