Maioria dos portugueses discorda do fim do uso obrigatório de máscara

A sondagem da Aximage, para TSF-JN-DN, mostra que 55% dos inquiridos discorda do fim do uso obrigatório de máscara, um mês depois do fim da medida.

O uso de máscara deixou de ser obrigatório na maioria dos espaços, à exceção dos serviços de saúde e dos transportes coletivos de passageiros, mas 55 por cento das pessoas que responderam ao inquérito discordam da decisão do Governo, principalmente os idosos.

Apenas 37 por cento dos inquiridos considera que o Governo fez bem, grande parte das faixas etárias mais novas, com os idosos a serem os mais críticos. A sondagem mostra que na faixa etária dos 50 aos 64 anos, 60 por cento discordam do Governo, assim como nos maiores de 65 anos, em que 66 por cento não concordam com o fim do uso obrigatório de máscara.

Nos espaços onde a máscara não é obrigatória, como nos centros comerciais ou nas escolas, 46 por cento dos inquiridos assumem que continuam a usar a proteção facial. Há ainda 32 por cento que "umas vezes usam máscara e outras vezes não", e apenas 22 por cento garantem que já não usam máscara em qualquer ocasião.

Mais uma vez, são os mais velhos que continuam a fazer uso da máscara, com 64 por cento dos idosos a assumirem que a usam sempre, independentemente do espaço.

Portugueses "bastante" preocupados com situação da pandemia

Quanto à evolução da pandemia, 47 por cento dos inquiridos acreditam que o pior já passou. Ainda assim, 68 por cento dos portugueses continuam muito ou bastante preocupados com a Covid-19, e apenas 13 por cento dizem que têm pouco ou nenhum receio.

Questionados sobra a resposta de Portugal à pandemia, 43 por cento das pessoas que responderam ao inquérito entendem que o país está a lidar bem. Apenas dez por cento defendem que o Governo está a lidar "mal" e cinco por cento "muito mal". No sentido oposto, seis por cento dizem que o país está a lidar "muito bem".

Já sobre o risco de contágio pela Covid-19, 37 por cento sentem que a possibilidade de serem infetados é "assim-assim", isto tendo em conta os locais que frequentam, as pessoas com quem convivem e os cuidados que têm.

Dos inquiridos, 34 por cento entendem que a possibilidade de ficarem infetados é "baixa ou muito baixa", enquanto 28 por cento está mais receoso, já que a possibilidade de ficarem infetados, de acordo com as respostas, é "alta ou muito alta".

Ficha técnica

A sondagem foi realizada pela Aximage para a TSF, JN e DN com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre temas relacionados com a gestão da pandemia. O trabalho de campo decorreu entre os dias 19 e 24 de maio. Foram recolhidas 805 entrevistas entre maiores de dezoito anos residentes em Portugal.

Foi feita uma amostragem por quotas, com sexo, idade e região, a partir do universo conhecido, reequilibrada por sexo e escolaridade.

À amostra de entrevistas, corresponde um grau de confiança de 95% com uma margem de erro de 3,45%. A responsabilidade do estudo é da Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Ana Carla Basílio.

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