Mais de 20 municípios vão dispor de 6,9 milhões de euros para recuperar áreas ardidas

Parte dos contratos-programa foram assinados entre autarcas e o Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, esta quarta-feira, em Murça.

O Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) vai apoiar com 6,9 milhões de euros 21 municípios, de Norte a Sul do país, afetados pelos incêndios do passado verão. A maior parte dos contratos para recuperação das áreas ardidas foram assinados, esta quarta-feira, em Murça, um dos concelhos do Norte com mais área ardida em 2022 - sete mil hectares.

No Norte do país estão abrangidos os concelhos de Murça, Vila Real, Carrazeda de Ansiães, Mesão Frio, Valpaços, Vila Pouca de Aguiar e Peso da Régua. No Centro são nove: Guarda, Fundão, Albergaria-a-Velha, Estarreja, Oliveira de Azeméis, Ansião, Alvaiázere, Leiria e Pombal. Quatro em Lisboa e Vale do Tejo: Ourém, Ferreira do Zêzere, Tomar e Palmela. E Loulé, no Algarve.

O secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, João Paulo Catarino, explicou que os trabalhos de estabilização de emergência têm a ver com "o corte da madeira ardida junto às linhas de água e à rede viária, com estabilizações para evitar derrocadas e escorrimentos superficiais". Sublinhou que "são iniciativas que têm de ser tomadas agora, pós-incêndios, para estabilizar a matéria orgânica e o solo".

O governante salientou ainda que as ações também pretendem "preparar as áreas ardidas para a regeneração natural, que em alguns casos acontecerá, mas também para arborizações". O Governo tem "um conjunto de instrumentos ao dispor dos municípios e dos proprietários para novas intervenções, nomeadamente arborizações, que se vierem a justificar".

João Paulo Catarino disse também que as câmaras municipais juntamente com o ICNF podem "promover áreas integradas de gestão da paisagem, cujas intervenções serão financiadas a 100%, com apoio a 20 anos ao proprietário para manter essas áreas arborizadas".

O ICNF disse que os contratos assinados com os municípios da região Centro não abrangem a área ardida dentro do Parque Natural da Serra da Estrela que já foi objeto de anteriores contratos-programa, assinados em outubro.

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