Menos sal e açúcar, mais planeta. O que vamos comer em 2030?

A redução do consumo de sal, açúcar e gorduras e a sustentabilidade na alimentação serão o foco da próxima década.

Mais de 1500 nutricionistas vão estar reunidos, esta quarta-feira e quinta-feira, num congresso online para debater o futuro da alimentação, os novos desafios, e a sustentabilidade num mundo com cada vez mais bocas para alimentar. A presidente da Associação Portuguesa de Nutrição, Célia Craveiro, em entrevista à TSF, responde à pergunta "afinal o que vamos comer em 2030?".

A redução do consumo de sal, açúcar e gorduras "continuará a ser um foco nos próximos dez anos" e as marcas e os produtores têm um papel fundamental neste caminho. "Já tem vindo a ser feito um trabalho de reformulação dos produtos, porque os intervenientes também já chegaram à conclusão de que têm responsabilidade no setor alimentar e no impacto que a alimentação tem na vida das comunidades", sustenta Célia Craveiro.

Com a população mundial a crescer, uma das preocupações do nutricionistas é garantir que a sustentabilidade também está em cima da mesa, ou seja, o desafio é perceber "como é que nos vamos alimentar todos melhor, de uma forma mais sustentável e, principalmente, precavendo impactos negativos nas gerações seguintes".

Para Célia Craveiro, uma alimentação mais equilibrada conjuga produtos de origem animal com produtos de origem vegeta e aproxima-se o mais possível da dieta mediterrânica.

"Todas estas formas de alimentação devem ser complementadas com um sistema de produção que, cada vez mais, tenha práticas mais benéficas para a saúde e bem-estar animal", remata.

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