Nadadores-salvadores podem vir a ter de usar máscara, óculos e bata

Época balnear ainda está a ser preparada, mas já é certo que não vai haver respiração boca-a-boca. E este verão, quando olhar para o nadador-salvador, talvez veja equipamentos novos.

Ver um nadador-salvador de óculos, bata e máscara nas praias portuguesas pode vir a ser uma realidade durante este verão. A duas semanas do arranque da época balnear, marcado para o dia 6 de junho, ainda estão a ser preparadas as normas de atuação dos nadadores-salvadores, mas uma coisa já é certa: não haverá respiração boca-a-boca no socorro.

À TSF, o diretor do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), comandante Velho Gouveia, garante que há "alternativas a essa modalidade de prestação de Suporte Básico de Vida, nomeadamente a utilização de um kit de oxigénio ou de bombas manuais".

Este último caso tem, no entanto, uma "nuance": para ser utilizada, a bomba manual precisa que estejam "presentes dois nadadores-salvadores", uma situação que o comandante garante ser "fácil de resolver".

Além de protegerem os banhistas, os nadadores-salvadores vão ter enfrentar um novo desafio ao terem também de proteger-se. E, para isso, poderão vir a ter de usar óculos, bata e máscara.

A máscara será de utilização "conveniente", sempre que não for um "obstáculo", tal como o uso de "óculos e uma bata". As normas, recomendações e protocolos vão ser publicados "nos próximos dias".

Contar pessoas sobre os grãos de areia

Com a lotação das praias limitada no âmbito do combate à Covid-19, o comandante Velho Gouveia defende que os nadadores-salvadores não devem estar ocupados a verificar quantas pessoas se encontram na praia, até porque a sua função é "salvar vidas, estar atento à praia e fazer vigilância".

Ter os nadadores-salvadores a desempenhar "outras tarefas" não é "desejável" mas, apesar da relutância, o comandante admite mesmo que possa vir a ser entregue aos nadadores a responsabilidade de contar as pessoas presentes nas praias em cada momento, embora não saiba especificar os "moldes" em que tal acontecerá.

Para este verão estão previstos "semáforos" em cada praia que vão indicar a lotação das praias, com um código de cores que indica o espaço disponível.

A cor verde indicará uma ocupação de "até um terço" da capacidade, a cor amarela indicará uma ocupação de "até dois terços" e "para lá disso terão uma indicação vermelha". A este código alia-se ainda a aplicação InfoPraia, da Agência Portuguesa do Ambiente, disponível para Android e iOS.

Quanto a equipamento de vigilância nas praias, o ISN tem este ano 32 viaturas, mais duas do que no ano passado: são dois jipes entregues aos Açores e à Madeira. As viaturas começam a ser distribuídas pelas praias a partir de 29 de maio.

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