Nova variante "Lambda" está a causar preocupação e já foi detetada em Portugal

Em Portugal, o Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge já detetou dois casos.

É uma variante que está a causar preocupação e foi já detetada em 27 países. Em Portugal estão relatados dois casos: um apareceu em abril, o outro no início de junho. O Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge vai publicar esta terça-feira um novo relatório onde estes casos já aparecerão.

O Centro Europeu de Controlo de Doenças considera que é uma variante a monitorizar tanto mais que na semana passada um estudo de investigadores da Universidade do Chile divulgou que a "Lambda" pode ser mais perigosa do que a variante Alpha (inglesa) e a Gamma (brasileira).

As autoridades de saúde da Malásia fizeram um alerta sugerindo que esta nova variante pode ser também mais infecciosa do que a Delta sublinhando que o Peru, onde já é dominante, e onde apareceu em dezembro do ano passado, tem sido dos países onde a Covid-19 tem atingido uma maior taxa de mortalidade.

Não se conhece também até que ponto esta variante pode ser resistente às vacinas.

No Reino Unido, onde já foram descritos oito casos, o Ministério da Saúde colocou esta variante sob estudo devido às mutações que apresenta e ao facto de estarem a aparecer mais casos a nível internacional.

Por enquanto, a Organização Mundial de Saúde coloca-a num nível mais baixo na escala apenas como uma variante em monitorização.

"Continuo a achar que os 70% são um objetivo realista"

O virologista Pedro Simas alerta que ainda se sabe muito pouco sobre a variante Lambda. À TSF, o investigador explica que o pior que pode acontecer é que esta variante tenha uma "vantagem competitiva em relação à variante Delta, por se disseminar melhor". A Delta é já predominante em Portugal, pelo que neste momento "é uma corrida, o vírus a competir com ele próprio".

No entanto, Pedro Simas acredita que a aceleração da vacinação pode minimizar a situação, já que a imunidade criada pelas vacinas protege contra todas as variantes até agora conhecidas. O virologista defende também que a imunidade de grupo poderá atingir-se na população com apenas 70% das pessoas vacinadas, "que devem somar-se a alguma imunidade natural, que as pessoas vão adquirindo por ficarem infetadas".

"Continuo a achar que os 70% são um objetivo realista e que vai fazer com que tudo seja muito diferente. Em Portugal já estamos com 60% e está a notar-se a diferença", assinala.

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