Politécnicos não sabem se vão fechar: "A nossa preocupação são as aulas laboratoriais"

O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos admite que para estas instituições de ensino será mais fácil adotar as aulas não presenciais, sobretudo durante o período de exames. A única preocupação reside nas aulas práticas.

O Governo pretende deixar as aulas de fora de um novo confinamento, mas não avançou se o ensino superior estará incluído. Os politécnicos ainda não foram ouvidos pela Tutela relativamente a um possível confinamento.

O que mais preocupa Pedro Dominguinhos, presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, são as aulas presenciais, sobretudo as práticas.

Pedro Dominguinhos defende que os politécnicos não têm sido fontes de contágio devido à forma como as aulas têm sido organizadas. "A forma como organizámos os horários vai nesse sentido. As instituições têm dias para aulas online e outros para as aulas presenciais."

"Nalguns casos, a existência de salas que não albergam a totalidade dos alunos obrigou-nos a estar com metade dos alunos em sala de aula e outra metade em casa", revela o representante do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos. No entanto, Pedro Dominguinhos não esconde: "A nossa preocupação fundamental são as aulas práticas, laboratoriais."

Por esta altura, expõe, não será muito difícil impor o confinamento, já que "algumas instituições já estão em período de exame e outras vão entrar em período de exames esta semana ou nas próximas duas semanas". O impacto não será tão significativo como seria em novembro. Pelo contrário, os efeitos serão mitigados, caso o confinamento seja requerido, porque os estudantes apenas terão, em muitos casos, de se deslocar à faculdade para realizar os exames.

Além dos politécnicos, também as universidades estão em período de exames. Mas o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, António Sousa Pereira, considera que "não será um problema, porque os estudantes universitários estão em casa a estudar".

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