Portugal com 85% da população com primeira dose na próxima semana

Gouveia e Melo faz previsões para os próximos dias, e deixa um apelo para que os últimos portugueses, incluindo os jovens, se vão vacinar.

Neste momento, 81,6% da população portuguesa já recebeu pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19. O número, divulgado pelo coordenador da task force, faz antecipar que, na próxima semana, 85% das pessoas elegíveis para a vacinação tenham já recebido uma dose.

À margem de uma visita a um centro de vacinação na Guarda, Gouveia e Melo fez previsões: "Hoje estive a ver as estatísticas: estamos a 81,6% de vacinação. No fim desta semana, chegaremos aos 83, 84. Depois, na próxima semana, atingiremos, com a ajuda dos portugueses, dos últimos portugueses que têm de vir à vacinação, os 85 ou 86%, e o processo em termos de primeiras doses está completo, depois é o processo de segundas doses."

Elogiando de novo os esforços coletivos, o vice-almirante reforçou que "foram os portugueses que conseguiram isto, todos nós".

Num momento em que restam 180 mil jovens com idades entre os 12 e os 15 anos por vacinar, Gouveia e Melo salienta que é importante "garantir flexibilidade", mas assume preocupação. "Tenho uma expectativa elevada, mas este período de férias não é bom", começou por dizer.

"Eu estou preocupado, como todos os pais devem estar, com o início das aulas. Há três semanas de intervalo entre a primeira e a segunda dose. Portanto, o que peço aos pais é que aproveitem: há Casa Aberta, vai haver um fim de semana específico, e depois há Casa Aberta outra vez." Gouveia e Melo faz mesmo um pedido aos pais: "Aproveitem essa flexibilidade para vacinarem os vossos filhos."

Questionado pelos jornalistas sobre a terceira dose da vacina para imunodeprimidos, o vice-almirante confirmou que a comissão técnica de vacinação elaborou uma lista de doenças que justificam um reforço.

"A comissão técnica de vacinação já elencou um conjunto de pessoas que, face às suas características de fragilidade relativamente ao seu sistema imunitário, devem ter esta dose adicional. Neste momento, esse processo está a decorrer. Fiz uma estimativa de cem mil pessoas, podem ser menos ou um bocadinho mais, mas nunca será muito diferente dessa estimativa."

As pessoas visadas não serão vacinadas em centros de vacinação, o que é justificado pelo coordenador da task force. "Não é preciso fazer uma task force para vacinar cem mil pessoas. O sistema de saúde vacinava normalmente entre dois milhões e três milhões de pessoas, portanto o sistema de saúde tem capacidade, e os portugueses têm de acreditar no sistema de saúde."

Gouveia e Melo encontra-se na Guarda, onde esta quarta-feira receberá a medalha de excelência.

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