Portugal não dá parecer positivo a testes rápidos. "Têm problemas de sensibilidade"

Todas as pessoas com sintomas suspeitos vão ter acesso a um teste de Covid-19, garante Graça Freitas.

Os testes rápidos de deteção da Covid-19, como os que foram comprados por Espanha à China - não têm o parecer positivo do Infarmed e do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge.

Os testes rápidos poderão ser úteis no futuro, mas "temos de ser muito criteriosos na utilização deste tipo de testes", alertou o presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, Fernando Almeida na conferência de imprensa diária da Direção-Geral de Saúde (DGS) sobre a situação da pandemia em Portugal.

"Alguns destes testes têm problemas de sensibilidade", admite.

Em Portugal estão a ser usados testes PCR (em português RCP - Reação em Cadeia da Polimerase), que analisam o material genético dos doentes para identificar o genoma do vírus.

A questão sobre se Portugal devia fazer mais testes tem vindo a ser levantada em vários momentos, mas a diretora da DGS continha a considerar que não faz sentido testar em massa.

O objetivo dos testes é detetar precocemente os casos positivos para os pode isolar da família e sociedade, nota Graça Freitas.

O critério atual para ligar para a linha SNS 24 é ter sintomas, e todas as pessoas com sintomas suspeitos terão acesso a um teste, garante a responsável.

A tosse é o primeiro sintoma a estar atento, seguido da febre e depois a dificuldade respiratória. Estes sintomas "devem levar a pessoa, sem pânico, a procurar o apoio da linha SNS 24."

Quanto aos testes encomendados, já chegaram ao país cinco mil dos 80 mil testes pedidos, confirmou o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales. Os restantes 75 mil chegarão "no início da próxima semana".

Há ainda 30.000 em stock" e várias encomendas a chegar, quer de material de proteção individual quer de testagem, acrescenta.

Portugal está a entrar na fase de mitigação da pandemia, com cadeias de contágio comunitárias, uma fase crítica, que obriga a (ainda) mais cuidados, destacou o secretário de Estado da Saúde.

Nesta fase, "é crucial que as pessoas não adoeçam todas ao mesmo tempo", pelo que "os contactos sociais devem ser reduzidos ao mínimo, agora mais do que nunca".

Todo o Serviço Nacional de Saúde está agora preparado para receber doentes com Covid-19, mas a linha SNS 24 vai continuar a ser "a porta de entrada".

Graça Freitas deixa "uma palavra para as pessoas que vão adoecer daqui para a frente": Muitos doentes vão a partir de agora ficar em casa em vez de ir para o hospital, o que é um "bom sinal", sinal de que têm uma patologia ligeira.

"O domicílio é uma boa opção para doentes com doença ligeira a moderada", diz a diretora-geral da Saúde. É o lugar "mais seguro" - por isso "fiquem tranquilos".

O acompanhamento será feito à distância e só se a situação clínica se agravar estes doentes serão encaminhados para internamento hospitalar.

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