Praias vão ter aplicação e bandeiras com informação sobre ocupação do areal

Presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral discorda com a utilização de drones nas praias portuguesas e acredita que o litoral alentejano não vai ter excesso de pessoas no areal.

Ribau Esteves, vice-presidente da Associação Nacional de Municípios, acredita que um reforço policial nas praias é fundamental para que as pessoas cumpram as regras. No dia em que se espera que o Conselho de Ministros anuncie medidas para a época balnear, o responsável considera que "o número [de agentes] que têm de ser muito superiores aos que já foram anunciados porque a presença da autoridade tem sobre todos nós um efeito dissuasor importante".

À TSF, Ribau Esteves mostrou preocupação com o caso dos nadadores-salvadores, já que algumas concessionárias não vão conseguir assegurar custos, o que levou a associação a apresentar uma proposta ao Governo.

"Há concessionárias que não têm possibilidade de abrir porque não conseguem pagar os custos, nomeadamente os nadador-salvadores e propusemos ao Governo que fossem disponibilizadas verbas do fundo ambiental, com a participação dos orçamentos municipais, para financiar as operações de concessão e os custos das praias não concessionadas", revela o autarca de Aveiro.

Do que já leu da proposta do Governo, Ribau Esteves explica que os utilizadores das praias vão ter acesso à informação da ocupação das praias através de uma aplicação de telemóvel e na praia vão ser usadas bandeiras de várias cores.

É uma "sinalética do estado de ocupação do areal da praia idêntica à que existe para sinalizar o estado do mar", explica.

Sobre as referências de espaço, o autarca fala em 10 metros quadrados por pessoa, mas as famílias, por exemplo, "podem estar juntas" e contam como "uma unidade".

Semáforos sim, drones não. Praias do litoral alentejano não vão ter excesso de pessoas

As praias do litoral alentejano nunca tiveram excesso de pessoas e não é este ano que vai acontecer. Quem o garante é Vítor Proença, presidente da Comunidade Intermunicipal do Alentejo Litoral (CIMAL), que admite a possibilidade de colocar semáforos, mas recusa uma militarizar as praias.

"Essa hipótese da semaforização, das luzes, o vermelho, o laranja e o verde é uma hipótese que o próprio ministro do ambiente colocou. Penso que o mais importante é não militarizar as praias, é preciso ter cuidado com o excesso de regulamentação e o excesso de normas, sobretudo eventuais ideias de colocar meios eletrónicos à frente das pessoas", alerta o responsável.

Para Vítor Proença "não tem cabimento algum" as praias serem vigiadas por drones e lembra que nas praias do litoral as pessoas nunca estão "umas em cima das outras" e "não é agora" que vai acontecer.

"Nas praias do litoral alentejano acho que essas questões não se põem, há espaço e uma continuidade de dunas e de praias e areal continuo", esclarece.

As praias do Alentejo, de Troia a Sines, estendem-se por um areal de 45 quilómetros.

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* Com Cristina Lai Men e José Milheiro

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