Taxa de recuperados aumenta 90% desde o início do desconfinamento

O secretário de Estado da Saúde fala de uma redução de mais de 17% de doentes em internamento hospitalar e de 16% em internamento nas unidades de cuidados intensivos. Os casos recuperados também tiveram um aumento superior a 90%, refere António Sales

Os doentes internados nos hospitais e nas unidades de cuidados intensivos diminuíram desde o início do desconfinamento no âmbito da pandemia de covid-19, anunciou esta sexta-feira o secretário de Estado da Saúde, sublinhando um aumento de 90% de doentes recuperados.

No início de maio, começou o desconfinamento e "houve uma redução de mais de 17% de doentes em internamento hospitalar e de 16% em internamento nas unidades de cuidados intensivos. Os casos recuperados também tiveram um aumento superior a 90%", anunciou António Sales, na conferência de imprensa diária para o balanço da epidemia de covid-19 em Portugal.

Entre o dia 04 de maio e o dia 15 registou-se uma taxa de crescimento de recuperados de 90,93%, passando de 1.743 recuperados para 3.328 recuperados, segundo dados do Ministério da Saúde.

O boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde mostra que Portugal registou até ao momento 28.583 infetados e 1.190 mortes relacionadas com a covid-19, mais seis do que na quinta-feira.

As seis mortes diárias registadas é o valor mais baixo desde finais de março e, quando questionada sobre este valor, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, disse apenas tratar-se do "número que aparece no sistema de notificação e portanto foi o número considerado".

Sobre a evolução de contágio, Graça Freitas, explicou que a probabilidade de um infetado infetar outra pessoa apresenta agora um valor de 0,97 (Rt 0,97).

Este valor apresenta "muito pequenas variações regionais", segundo Graça Freitas, que deu como exemplo o caso da região centro, que, "apesar de ter poucos casos novos, teve uma variação para 1.03".

O secretário de Estado lembrou que Portugal está em período de desconfinamento, mas tal "não significou um relaxamento", sublinhando a aposta na realização de testes de diagnóstico.

Desde que o vírus foi identificado em Portugal - no início de março - realizaram-se mais de 600 mil testes de diagnóstico.

"Portugal continua a aumentar o número de testes realizados", disse António Sales, anunciando que a 13 de maio foram feitos cerca de 17.500 testes, o "dia em que se realizaram mais testes desde o início da pandemia".

O secretário de Estado anunciou ainda que hoje partiu para São Tomé e Príncipe uma equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), composta por quatro especialistas com competências diversas, no âmbito de uma operação humanitária.

"A equipa vai prestar apoio ao Ministério da Saúde de São Tomé na resposta à covid-19", acrescentou o secretário de Estado, recordando que o INEM integra desde 2019 as equipas de emergência médica certificadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de calamidade devido à pandemia, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

O Governo deverá aprovar hoje novas medidas para entrarem em vigor na segunda-feira, incluindo as visitas a lares, a reabertura das creches e dos equipamentos sociais de apoio à deficiência, aulas presenciais para os 11.º e 12.º anos, e a reabertura de algumas lojas de rua, cafés, restaurantes, museus, monumentos e palácios.

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