"Tens noção que em Pedrógão morreram 19 pessoas?" O telefonema que Patrícia Gaspar não esquece

Em declarações à TSF, a secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, recordou o dia dos incêndios em Pedrógão Grande e fez o balanço das medidas que foram implementadas, desde 2017, para evitar novas tragédias.

Patrícia Gaspar admite que Portugal está agora "melhor capacitado" para combater situações semelhantes aos incêndios de 2017. A tragédia de Pedrógão Grande foi há cinco anos, mas a secretária de Estado da Proteção Civil acredita que "as mudanças profundas" nas reformas eram "impossíveis de se materializar" no período de meia década.

Em declarações à TSF, Patrícia Gaspar faz um balanço positivo do Sistema Integrado de Gestão de Incêndios Rurais e afirma que, com o programa, existe agora "mais especialização e conhecimento" e "mais formação diferenciada" num "sistema mais robusto".

Com um cenário global de alterações meteorológicas, Patrícia Gaspar fala da maior "possibilidade de fenómenos extremos", pelo que todos os cidadãos só podem ganhar em "saber reagir", porque todos podem ser "atores de proteção civil". Para isso, é necessário que a população continue a saber evitar "comportamentos que serão focos de incêndio".

A secretária de Estado reconhece que não está tudo feito, mas há "um grande caminho percorrido" até ao momento. Para manter a firmeza do projeto, a ex-comandante da Proteção Civil incentiva à limpeza "diária e anual" dos terrenos, algo que, na sua opinião, é "como tomar banho e lavar a louça".

Contudo, reconhece que a manutenção é "complexa e difícil", porque uma limpeza de uma floresta não se faz uma vez e dura vários anos.

Patrícia Gaspar quer ver trabalho realizado desde 2017 com "o copo meio cheio", preferindo "olhar para o que de bom já se fez e não baixar os braços e continuar a trabalhar", porque é "a melhor homenagem para todas as pessoas que perderam a vida em 2017", defende.

Nas Aldeias Seguras, a secretária de estado faz o balanço e afirma que "algumas delas já têm e outras ainda não, os planos de evacuação, mas têm a identificação de oficiais de segurança, de locais de abrigo e reforço, simulacros realizados".

Para o sucesso do projeto, Patrícia Gaspar apela à "colaboração das autarquias", porque "Pedrógão é um caso, mas temos de olhar para o todo".

À TSF, Patrícia Gaspar recordou o dia dos incêndios de Pedrógão Grande e a sua experiência: "dia 17 de junho estava de férias" e acompanhou o filho a um torneio de basquetebol.

Num telefonema de um amigo, ouviu "tens noção de que em Pedrógão morreram 19 pessoas?" e não acreditou. Voltou a Carnaxide e disse que, passados cinco anos, ainda parece que não saiu de lá até outubro de 2017 e revelou que, no momento, achou "que o incêndio de Góis era pior que o de Pedrógão Grande".

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