Verão será mais quente do que o normal. Temperaturas vão ultrapassar os 40 graus

É esperada uma vaga de calor no Sul da Europa, nos meses de junho, julho e agosto. Especialistas falam em efeitos do aquecimento global.

Este verão será mais quente do que o habitual. As previsões dos especialistas apontam para tempo seco e temperaturas muito altas, consequência do aquecimento global.

O Centro Europeu de Previsão do Tempo a Médio Prazo espera temperaturas a rondar os 40 graus, em Portugal, nos meses de junho, julho e agosto.

Em declarações à TSF, Carlos Pires, especialista em clima da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, afirma que ainda não é possível prever quais os dias exatos em que as temperaturas serão mais elevadas, mas é certo que os países do sul da Europa, como Portugal - mas, principalmente, Espanha e Itália -, vão sofrer com o calor.

"Vai haver uma anomalia da média trimestral, cerca de um grau e meio. Pode haver algumas vagas de calor. Esperam-se temperaturas acima dos 40 graus durante alguns dias", explica Carlos Pires.

"Estas vagas de calor vão verificar-se mais em Espanha e Itália. Portugal já está um bocado no extremo, portanto, não vai sofrer o pior. O pior vai ser mais no interior de Espanha e Itália e no sul de França", esclarece.

Apesar de as temperaturas serem mais elevadas do que o habitual, o risco de incêndio não deve aumentar.

"Há muita água no solo e nos aquíferos, o solo não está demasiado seco, está até bastante húmido. Portanto, mesmo que haja condições de secura e que haja escassez de precipitação em junho e julho, como há ainda reservatórios de muita água acumulada, não vai ser muito gravoso para o balanço hídrico e para os incêndios florestais", garante o especialista da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Carlos Pires sublinha que esta vaga de calor não é inédita e lembra que as temperaturas extremas serão cada vez mais normais, tendo em conta o aquecimento global.

"A frequência com que [as vagas de calor] acontecem tem vindo a aumentar, o que está correlacionado com o aquecimento global. Esta invasão de ar quente e seco, contribuindo um pouco para a desertificação do Sul da Europa, vai agravar-se com o aquecimento global", indica.

Este verão, as temperaturas podem subir um a dois graus acima dos valores habituais, mas nas próximas décadas - até 2050 - a intensidade deverá acentuar-se muito mais.

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