Jovens e álcool

Mais de 1200 menores entraram em coma alcoólico no ano passado

Os dados são do INEM relativos ao ano passado. Na TSF, a secretária de Estado adjunta e da Administração Interna garantiu que alguns estabelecimentos já foram encerrados por não cumprirem a lei.

Desde 2015, a venda de álcool é proibida a menores de 18 anos, mas os números mostram que a realidade é diferente. Em 2017, o INEM assistiu 1270 menores em coma alcoólico no ano passado. Em 2016, foram 1315 e no ano anterior, 1283.

Segundo o último estudo do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) relativo ao consumo de álcool em 2016, 89,6% dos jovens de 18 anos inquiridos admitiam beber álcool, 49,6% diziam já ter bebido quatro ou mais copos (se for do sexo feminino) ou seis ou mais copos (se for do sexo masculino) de uma qualquer bebida alcoólica na mesma ocasião e 31,4% a admitia já o ter chegado ao estado de embriaguez.

Em entrevista à TSF, a secretária de Estado adjunta e da Administração Interna, considera os dados preocupantes. "Apesar da diminuição do consumo de álcool entre menores de 2016 para 2017, continua a ser bastante elevado, com todas as consequências que tem para a saúde, mas também para a segurança", explica Isabel Oneto.

Por isso, o Governo lança esta sexta-feira uma campanha de sensibilização dirigida aos mais novos, que será seguida de uma campanha de fiscalização dos estabelecimentos de venda de álcool.

Há três anos, a lei passou a proibir a venda de todo o tipo de álcool a menores, mas nem todos os sítios cumprem. A secretária de Estado adjunta e da Administração Interna adianta que, nos últimos tempos, a PSP, a GNR e a ASAE intensificaram a fiscalização. "Tem havido encerramentos de estabelecimentos na sequência da venda de álcool a menores", garantiu Isabel Oneto, sem avançar números.

Na TSF, a secretária de Estado realçou ainda a venda de álcool em rulotes nas zonas de diversão noturna. "É um fator que tem contribuído muito para o aumento do consumo e vai ser proibida a estas rulotes a venda nestas zonas". De acordo com Isabel Oneto, estas rulotes podem estar presentes e vender alimentos e bebidas não alcoólicas.

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