greve dos enfermeiros

"Se era preciso um mártir, ele aqui está." Presidente do Sinderpor anuncia greve de fome

O presidente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal promete reação "sem precedentes" dos enfermeiros.

O presidente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) anunciou que vai entrar em greve de fome até que as negociações entre Governo e sindicatos sejam retomadas.

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"Vamos manter a luta e vamos levá-la até onde for necessário", afirmou Carlos Ramalho, deixando um aviso. "Se era necessário um mártir, ele está aqui, sou eu, Carlos Ramalho, presidente do Sindepor", disse, numa conferência de imprensa realizada em Évora.

O anuncio do Sindepor, que vai manter a greve cirúrgica, segue-se ao apelo da presidente da Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros, que num vídeo gravado em direto no Facebook, pediu aos enfermeiros para regressarem ao trabalho.

O Ministério Saúde tinha anunciado que iriam ser marcadas faltas injustificadas, a partir de quarta-feira, a todos os enfermeiros que adiram à greve. Esta posição do ministério surge na sequência de um parecer da Procuradoria-Geral da República que considera ilícita a greve dos enfermeiros nos blocos operatórios.

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