Um dos sindicatos que convocou a greve pede a suspensão imediata do protesto

A presidente da ASPE pede aos enfermeiros que "suspendam imediatamente a greve". Já o presidente do Sindepor diz que não vai pôr fim ao protesto.

A Associação Sindical Portuguesa dos Enfermeiros (ASPE) pede para que a greve em blocos operatórios seja suspensa de imediato, dadas as ameaças de marcação de faltas injustificadas a quem faz greve.

Num vídeo em direto no Facebook, a presidente da ASPE, Lúcia Leite, pede que os enfermeiros que têm aderido à greve cirúrgica "suspendam imediatamente a greve", mas que "não abandonem a luta".

"Entendemos que não é o caminho para os enfermeiros entrarem em batalhas judiciais desta natureza", afirmou Lúcia Leite, depois de ser conhecido o parecer do conselho consultivo da Procuradoria-geral da República que considerou a greve ilícita .

Lúcia Leite lamenta que o Governo trate "de forma tão desrespeitosa uma profissão que tem mantido os serviços abertos" e diz que a partir de agora vai imperar o "cumprimento escrupuloso da lei" - incluindo o cumprimento dos horários, o que pode por em causa o serviço.

Se os enfermeiros se recusarem a fazer horas extraordinárias, diz, podem ter de ser encerradas camas e serviços, mas "ninguém pode obrigar alguém que está contratado para fazer 35 horas a fazer 60".

Já o Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor) diz que o parecer da complementar do Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República não é um "impedimento legal" à greve e que só uma decisão dos tribunais pode parar os enfermeiros.

Em declarações à TSF, o presidente do sindicato, Carlos Ramalho, assegura que, da parte daquele sindicato, a paralisação vai continuar.

A Procuradoria-Geral da República considerou a greve dos enfermeiros ilegal por não corresponder ao pré-aviso e porque o fundo usado para compensar a perda de salário não foi constituído nem gerido pelos sindicatos que decretaram a paralisação.

Patrocinado

Apoio de

Patrocinado

Apoio de