Lisboa

Pedras, tiros e detenções. Protesto de moradores do Bairro da Jamaica acaba em confrontos

Duzentas pessoas deslocaram-se do Ministério da Administração Interna para vários pontos da Baixa de Lisboa. Há pelo menos quatro pessoas detidas. PSP diz que respondeu com balas de borracha a ataque com pedras.

A polícia já efetuou pelo menos quatro detenções na sequência da manifestação dos moradores do Bairro da Jamaica, que decorria na tarde desta segunda-feira, em frente ao Ministério da Administração Interna. Os 200 manifestantes moveram-se, após as 17h e segundo o porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis), para a Avenida da Liberdade, em direção ao Marquês de Pombal, onde ocuparam a praça central.

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Pelas 18h30, os manifestantes começaram a descer a avenida, ocupando as faixas centrais e impedindo a circulação rodoviária, indicou o relações públicas da PSP, explicando que quando os elementos da PSP obrigaram os manifestantes a passar para o passeio, estes começaram a lançar pedras e petardos contra os agentes da autoridade.

Esta situação, que obrigou ao "uso da força", esteve na origem dos disparos de balas de borracha, para o ar, confirmados pelo Relações Públicas da PSP, Tiago Garcia à TSF. O número de detenções confirmadas pelas autoridades é de pelo menos quatro, sendo que há também vários polícias e civis feridos. No local estão pelo menos 12 carrinhas da Unidade Especial. Em declarações à TSF, Tiago Garcia alertou que várias viaturas civis e policiais foram atingidas pelas pedras atiradas pelos manifestantes.

As zonas do Rossio, Restauradores e Avenida da Liberdade foram também ocupadas, o que chegou a levar ao corte do trânsito a partir do Marquês de Pombal, em direção ao rio Tejo. A situação foi restabelecida por volta das 19h35.

A polícia de intervenção está espalhada por vários locais da baixa de Lisboa, tal como vários grupos de jovens que terão participado no protesto e ainda alguns polícias à paisana. O Relações Públicas da PSP admite que esta situação é "um desafio" para as autoridades que costumam acompanhar protestos na cidade.

"Quando não há qualquer tipo de colaboração com a Polícia para se perceber para onde, como e quantos" manifestantes se deslocam a situação é difícil, sendo que Tiago Garcia lembra que "o uso da violência contra a Polícia", a situação fica ainda mais difícil e obriga a outro tipo de intervenções.

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