O primeiro-ministro enalteceu hoje Vasco Graça Moura, como «um dos grandes vultos da cultura portuguesa», uma «alma muito viva no plano cívico, cultural e filosófico».
«É um dia de luto para a cultura portuguesa e para vida cívica nacional. Vasco Graça Moura foi, realmente, um dos grandes vultos da cultura portuguesa, um dos grandes nomes que a cultura, a língua, nas letras nacionais mais se evidenciaram», afirmou Passos Coelho aos jornalistas.
O chefe de Governo fazia uma declaração à imprensa à entrada para a Basílica da Estrela, em Lisboa, onde decorre o velório de Vasco Graça Moura.
«Foi também alguém que foi uma alma muito viva no plano cívico, cultural, filosófico, até, um europeu em todo o seu esplendor, um homem que traduziu importantes autores da cultura europeia e do pensamento europeu», declarou.
O primeiro-ministro disse que Vasco Graça Moura «foi também alguém que participou ativamente na construção política europeia, um nome dos maiores da nossa cultura».
«Encontrava-se doente já há bastante tempo e veio a falecer, vencido pelo cancro», referiu.
«Foi um homem que trabalhou com uma dignidade extraordinária, era o presidente da fundação do CCB, e até ao fim da sua vida conseguiu interessar-se pela vida do Centro Cultural de Belém, dirigir o próprio centro», declarou.
O chefe de Governo disse que o unia a Graça Moura uma «grande amizade» expressou «profundas condolências» à família, afirmando que a memória do país «não afastará um legado tao importante» como aquele deixado pelo poeta, ensaísta, romancista e tradutor.
O secretário de Estado da Cultura, Barreto Xavier, também se deslocou à Basílica da Estrela, bem como o antigo ministro das Finanças Vítor Gaspar, que chegou pouco depois de Passos Coelho.
Vasco Graça Moura, de 72 anos, morreu ao fim da manhã de hoje em Lisboa.