
CERN
DR/CERN
O acelerador de partículas do Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), em Genebra, retomou a atividade este domingo, depois de dois anos parado para obras de manutenção e renovação.
O LHC (Large Hadron Collider), que faz colidir protões num túnel subterrâneo de 27 quilómetros entre a França e a Suíça, tinha reabertura prevista para o mês passado, mas um curto-circuito num dos magnetos principais adiou a operação.
A avaria, nos circuitos de ímanes do acelerador, foi detetada a 21 de março. Três dias depois, o CERN, do qual Portugal é um dos países-membros, anunciou que a sua reparação poderia demorar «alguns dias ou várias semanas». Afinal, tudo começou a funcionar este domingo.
O CERN mantém para junho a retoma da colisão de protões, mas com o dobro da energia, depois da paragem técnica de mais de dois anos para melhoramentos, que estão agora a ser testados.
O Grande Colisionador de Hadrões (LHC, na sigla inglesa) parou em fevereiro de 2013 para revisão, depois de ter confirmado a existência do Bosão de Higgs, também conhecido como "partícula de Deus", que, para os físicos, é considerada a chave mestra da estrutura fundamental da matéria.
O Bosão de Higgs valeu, nesse ano, o Prémio Nobel da Física para a dupla François Englert (belga) e Peter Higgs (britânico).
Os cientistas do CERN esperam descobrir novas partículas, que poderão alterar a compreensão do Universo, e irão sondar a supersimetria, um conceito teórico batizado como "SUSY" ("Supersymmetry") que procura explicar a matéria escura, matéria invisível que compõe cerca de um quarto de toda a matéria e energia do Universo e que manifesta a sua presença através dos efeitos gravitacionais que exerce sobre a matéria visível, como as galáxias e as estrelas.
As melhorias introduzidas este ano na máquina vão permitir explorar o potencial do acelerador na física para o período 2016-2018.