
Tendas no Haiti
Reuters
Dois anos após o terramoto de magnitude sete na escala de Richter que arrasou o Haiti, mais de 500 mil pessoas permanecem desalojadas e a reconstrução da zona afectada continua lenta.
Mariana Palavra, jornalista da rádio da ONU no Haiti, disse, esta quinta-feira, que só agora «cerca de metade dos escombros foram finalmente limpos». «No ano passado não havia evolução» nesse trabalho, acrescentou.
Em declarações à TSF, Mariana Palavra lembrou que «a capital antes do terramoto já era uma cidade caótica, com muitos barracões e construções muito danificadas».
Tânia Barbosa, directora do departamento internacional da Assistência Médica Internacional (AMI), foi a primeira a chegar ao Haiti entre pessoas de equipas portuguesas e a que mais tempo permaneceu no país. A AMI já se retirou, mas continua a financiar três organizações locais de ajuda.
«É um percurso que vai ser muito longo», disse, acrescentando que, segundo a ONU, «há cerca de 4,6 milhões a precisar de assistência humanitária no Haiti, que é quase metade de população».
O secretário-geral das ONU, Ban Ki-moon, emitiu um comunicado esta quinta-feira, onde apela ao mundo que não esqueça o país e, acima de tudo, as vítimas.