Os corpos das vítimas do triplo homicídio ocorrido hoje num elevador de um prédio de Queluz, em Sintra, foram retirados do local do crime às 14:25.
Três pessoas - um homem de meia-idade e duas mulheres, mãe e filha -morreram hoje vítimas de um incêndio no elevador da Rua de Timor, em Queluz, alegadamente provocado por um homem que se entregou às autoridades na esquadra da PSP na Mina, no concelho de Sintra, disse à Lusa fonte da PSP.
Os bombeiros foram chamados às 07:10 de hoje devido a um fogo que deflagrou no elevador do prédio, adiantou à Lusa o segundo comandante da corporação de Queluz, Luís Santos.
Uma das vítimas do triplo homicídio já tinha sido ameaçada de morte pelo suspeito do crime e andava há cerca de um ano com um segurança privado, disse hoje fonte da PSP.
Na origem do triplo homicídio estarão quezílias sobre heranças e partilhas, indicou.
Segundo vários moradores no local, o suspeito morava no mesmo prédio de uma das vítimas e é cunhado dela.
Vários moradores adiantaram também à Lusa que o que provocou o homicídio terá a ver com questões de heranças relativas a duas clínicas: uma de fisioterapia e uma de análises clínicas, propriedade da família.
Em declarações à Lusa, um dos funcionários de uma das clínicas, que pediu anonimato, afirmou que "o suspeito foi sócio-gerente das duas clínicas, mas desavenças com a sócia levaram-no a ser destituído do cargo de gerente, deixando de auferir o ordenado". O suspeito estava ainda impedido pelo tribunal de entrar nas clínicas, indicou.
Por seu lado, o morador do prédio Anderson Alves disse à Agência Lusa ter percebido vários gritos e barulho dentro do elevador, seguido de um incêndio e terá alertado os bombeiros por volta das 06:30.
«Ouvi um barulho dentro do elevador e os gritos das pessoas. Pensava que era só um incêndio e chamei os bombeiros a essa hora», contou Anderson Alves.
Vários moradores adiantaram ainda que os implicados -- o alegado criminoso e as vítimas - viviam no mesmo prédio, sendo que o suspeito era familiar das mulheres, enquanto o homem que morreu era o segurança contratado.