Política

IL cola Governo de Costa à corrupção e pede explicações de Gomes Cravinho na polémica na Defesa

Rui Rocha Rodrigo Antunes/Lusa

Rui Rocha afirma que o Governo tem uma "posição muito dúbia e, às vezes, muito complacente com a corrupção".

Se António Costa entende que os portugueses não estão interessados no que preocupa "os comentadores", Rui Rocha contraria o primeiro-ministro e pede explicações sobre o envolvimento de João Gomes Cravinho no caso que levou à demissão do secretário de Estado da Defesa, Marco Capitão Ferreira.

Na Madeira, local onde "o PSD se assemelha ao PS nacional", desde logo, "no compadrio e corrupção", Rui Rocha ameaça que a Iniciativa Liberal "não vai admitir falta de transparência no continente ou na Madeira".

"Eu acho que os portugueses querem saber se os meios da Defesa estão a ser usados de forma pouco séria e pouco transparente", atira o presidente do partido.

No que toca à demissão do secretário de Estado da Defesa, Marco Capitão Ferreira, os liberais pedem explicações a António Costa. O primeiro-ministro deve explicar a posição do do atual ministro dos Negócios Estrangeiros e antigo ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, que deu luz verde ao negócio que envolve o antigo governante.

"Queremos saber, por exemplo, o que se passa com o despacho do ministro Cravinho, que sabemos agora, aprovou um conjunto de despesas quando já se sabia que era um tema sensível. ara que é que pediram um parecer a Marco capitão Ferreira? Porque é que entregaram 60 mil euros a Marco capitão Ferreira?", questiona.

São muitos casos e casinhos, acrescenta Rui Rocha, num Governo que em ano e meio, conta com 13 demissões, e não consegue "devolver a confiança e a esperança aos portugueses".

"O Governo tem uma posição muito dúbia e, às vezes, muito complacente com a corrupção e com a falta de transparência", acusa.

O presidente da Iniciativa Liberal foi o convidado de honra da apresentação dos candidatos do partido às eleições regionais da Madeira, onde o PSD governa há 47 anos. Desde 2019, é liderado por um Governo de coligação entre os social-democratas e o CDS-PP.

Para resolver os casos de corrupção na Madeira, o cabeça de lista Nuno Morna, que se candidata pela segunda vez, avança desde já com uma proposta: criar um gabinete de combate à corrupção

"Temos de tornar tudo muito mais transparente", incentiva.

Além do pontapé de saída para a campanha na Madeira, os liberais realizam nos próximos dois dias, na segunda e terça-feira, as jornadas parlamentares, no Funchal.

Francisco Nascimento