
Créditos: Reprodução/Facebook Big_Guimarães
As obras estão presentes em cinco espaços diferentes. A Sociedade Martins Sarmento, por exemplo, conta com uma exposição de cartazes de cinema estrangeiro dos anos 60 e 70, criados durante o período da Cortina de Ferro
Guimarães é palco de uma iniciativa que traz mais cor à cidade: trata-se da Bienal de Ilustração de Guimarães (BIG), que dá a conhecer mais de 200 ilustrações dispersas por cinco espaços, e pode ser visitada até esta quarta-feira (dia 31).
Entre os destaques está uma exposição de cartazes de cinema estrangeiro dos anos 60 e 70, criados durante o período da Cortina de Ferro. À TSF, o diretor-executivo da BIG, Rui Ramos, explica que as obras, apresentadas na Sociedade Martins Sarmento, nascem de uma necessidade de composição artística nova, distinta daquela que era usada no mundo ocidental e que refletia um contexto político fechado.
Entre os diversos cartazes de películas estrangeiras expostos, estão produções francesas, italianas, polacas e westerns norte-americanos.
No total, a Bienal apresenta mais de 200 ilustrações, que incluem o Prémio Nacional BIG, uma exposição que junta 191 obras de 94 autores. A esta, junta-se também a obra de Ilda David, inspirada no romance "Amor de Perdição", de Camilo Castelo Branco, instalada no Palacete de Santiago. Mas a arte não fica por aqui: a vencedora do Grande Prémio BIG 2023 e autora do cartaz da edição de 2025, Madalena Matoso, apresenta também a exposição "Vai e Brinca" no CA - Centro para os Assuntos de Arte e Arquitetura.
A Bienal de Ilustração de Guimarães é uma iniciativa da Câmara Municipal e da produtora cultural MOTOR. As exposições estão distribuídas por cinco locais da cidade, entre os quais o Palacete de São Tiago, o Palácio Vila Flor e o Centro Internacional das Artes José de Guimarães, e podem ser visitadas até esta quarta-feira.

