
Créditos: José Guerreiro/TSF
O sol de verão queimava as terras férteis de Penude, no concelho de Lamego, quando Leonel Rodrigues Claro, nascia num berço agrícola, a 21 de Agosto de 1962.
A escola primária abria-se, para esta criança ágil, aos sete anos. No Seminário Comboniano de Viseu, fez o 9.º ano de escolaridade. De 1978 a 1980, finalizou os estudos secundários no Seminário de Vila Nova de Famalicão.
Mudam-se, entretanto, os azimutes da vida do jovem Leonel. Em 1980, ingressa no interior da vida da congregação missionária, através do postulantado e estuda Filosofia e Teologia, em Coimbra, no Instituto Superior de Estudos Teológicos.
De 1982 a 1984, faz o noviciado no Seminário Comboniano de Santarém.
A primeira profissão religiosa cumpre-se, em tons solenes, na Sé Catedral da diocese ribatejana. A especialização teológica vai fazê-la no Instituto Católico de Paris, a que se segue a profissão perpétua e a ordenação de diácono na igreja de S. Francisco de Assis, na comuna de Vanves, nas proximidades de Paris.
Bacharelato em Direito Canónico, em 1988. A ordenação sacerdotal aconteceu na sua terra de origem, em Penude, aos 27 anos, com a bênção da Senhora dos Remédios e a energia dos espumantes Raposeira, uma expressiva criação local.
Durante seis anos, dedicou-se à pastoral juvenil e vocacional a partir do Seminário de Famalicão. Foi aqui notória a sua capacidade de comunicação através da música moderna. Realizou também programas de carácter religioso na Rádio Cidade-Hoje, de Famalicão.

- Créditos: José Guerreiro/TSF
Em 1994, o padre Leonel Claro, missionário Comboniano, parte para a missão de Moissalá, na República do Chade, na África Central. O Chade é um país pobre e corrupto, onde se faz também a exploração de petróleo. Esta República africana foi colonizada pela França desde 1890. Conquistou a independência em 1960.
Durante sete anos, o missionário português foi, ali, pároco de uma comunidade de 120.000 habitantes, dos quais 4% eram batizados.
Fez o primeiro ano sabático em Jerusalém e Paris. Retomou a dinamização juvenil, em Portugal, de 2005 a 2016. Em Coimbra e na Maia, foi fundador e animador da banda Missio, um grupo pop rock, de inspiração cristã.
Em 2016, regressa, de novo, ao Chade, no sul do País, para as dioceses de Lai e Sarh, sendo responsável pelas escolas primárias, colégios e centros culturais.
Em 2025, novo ano sabático, fê-lo regressar à Europa, designadamente a Roma, onde segue cursos de aggiornamento eclesial.
Neste quarto de século, em que o padre Leonel Claro foi missionário no Chade foram assassinados, em todo o mundo, mais de 600 missionários, segundo a agência de informação FIDES.

- Leonel Claro: missionário português no Chade (Créditos: DR)
