Segunda edição do cheque-livro quer chegar a mais jovens e promover escritores portugueses

Foto: Leonardo Negrão/Global Imagens (arquivo)
O Governo vai investir quase 2,3 milhões de euros na medida
O programa cheque-livro entra, esta sexta-feira, em vigor. Os jovens que tenham, em 2026, 18 ou 19 anos podem adquirir gratuitamente livros até um montante de 30 euros. A medida foi lançada pela primeira vez em 2025, mas este ano terá algumas alterações.
"Esta 2.ª edição dirige-se a jovens residentes em Portugal e tenham nascido em 2007 ou 2008. Uma outra alteração é o valor do cheque livro, aumentámos em 50%, ou seja, terá um valor de 30 euros", revela, em declarações à TSF, a ministra da Cultura. Margarida Balseiro Lopes adianta que uma terceira alteração diz respeito à possibilidade de os jovens poderem adquirir livros de montante inferior aos 30 euros.
Na edição anterior (em que era cedido um cheque-livro de 20 euros), se o livro custasse 19,99 euros já não era possível comprá-lo. Esta decisão "permitiu corrigir uma ineficiência da primeira edição que não fazia sentido nenhum".
Apesar de poderem comprar um ou mais livros com os 30 euros atribuídos, os jovens terão de o fazer numa única vez. Para isso, será necessário visitarem este site e, com a chave móvel, pedir para aderir a este regime. Será depois emitido um QRCode e, "dentro das livrarias aderentes, o jovem pode adquirir o seu ou os seus livros", adianta a ministra.
Na edição anterior aderiram 128 livrarias, mas, por considerar que o método foi simplificado, Margarida Balseiro Lopes tem a expectativa de que esse número aumente este ano.
Apesar do entusiasmo do Governo, na primeira edição, apenas 20% dos jovens aderiram. Por esse motivo, a ministra da Cultura admite que é preciso dar a conhecer melhor a medida que estará em vigor até junho de 2026. "Ao longo desses meses vamos lançando vários vídeos e materiais de promoção, porque o que queremos é que haja um grande número de jovens a comprar livros e a ler", assegura.
A aposta nos autores nacionais é outro objetivo que o Ministério da Cultura pretende atingir. Na primeira edição, "no top 10 dos livros mais vendidos, não havia nenhum autor português", lamenta. "O nosso objetivo último é que os jovens leiam, mas se conseguirmos combinar o objetivo de promover os autores nacionais e os que escrevem em língua portuguesa, tanto melhor", adianta.