Rosa Mota: "Há mais pessoas a fazer exercício do que dizem as estatísticas, somos um povo preocupado com a saúde"

Foto: DR (arquivo)
O Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo teve o pontapé de saída com uma caminhada nas margens do Rio Douro. Rosa Mota foi uma das atletas a participar na iniciativa e falou com a TSF
O Governo quer reforçar os equipamentos desportivos do país e colocar mais gente a mexer. Tudo em nome da saúde da população. Com esse objetivo em mente, esta manhã, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto e o presidente da câmara do Porto lideraram um pelotão recheado de atletas, que incluiu campeões e medalhados olímpicos. Rosa Mota foi uma das atletas que marcou o ritmo da caminhada nas margens do Rio Douro e, em entrevista à TSF, considera que há mais pessoas a fazer exercício físico do que aquilo que dizem as estatísticas.
A cidade do Porto recebeu o primeiro evento inserido no Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo, que tem um horizonte temporal de 12 anos, até 2036. O plano foi anunciado há precisamente dois meses pelo Governo e agora teve o pontapé de saída com uma caminhada nas margens do Rio Douro.
Qual é a importância deste tipo de iniciativas?
Temos de começar por agradecer ao São Pedro, que parou a chuvinha. São iniciativas de louvar, espero que dê para continuar, porque uma caminhada a qualquer hora do dia só faz bem à saúde, tem de haver um equilíbrio na nossa parte física e mental e a atividade física é fundamental para todos.
Ao longo desta caminhada, que já vai com 10 minutos, vi a Rosa Mota a fazer algumas ultrapassagens, portanto, ainda mantém o ritmo?
É, principalmente, ter a oportunidade de estar a conversar e a conviver com tantos atletas que há muito tempo não via, de diversas modalidades. Estou muito contente com esta manhã.
É um pelotão cheio de figuras importantes do desporto, em várias modalidades, incluindo campeãs olímpicas.
Sim, estou eu, está a Fernanda Ribeiro, depois temos também o Emanuel Silva, da canoagem. Temos também o taekwondo, que está bem representado com o Rui Bragança. Temos o judo, temos quase todas as modalidades. A caminhada é mesmo para todos, até para vocês.

Esta caminhada tem, naturalmente, também a importância de ser o primeiro evento oficial do Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo. De acordo com dados do Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo, a percentagem da população que nunca faz atividade física é de 72%, o objetivo é diminuir, até 2028, para 58% e, até 2036, para 45%. Ou seja, o objetivo é que, quando chegarmos a 2036, mais de metade da população faça atividade física regular. É um objetivo exigente e difícil de concretizar?
Eu acho que não e por aquilo que me apercebo e que faço, temos mais pessoas a caminhar e a fazer atividade física do que aquilo que as estatísticas dizem. Somos já um povo que se preocupa com a saúde.
Pretende continuar a competir nas provas de veteranos?
Estamos aqui a caminhar, só, pela saúde.
Nesta caminhada marcaram presença 23 atuais e antigo atletas de 11 modalidades, como Petit (futebol), Miguel Maia (voleibol), Carlos Resende (andebol), Reinaldo Ventura (hóquei em patins), Telmo Pinão (paraciclismo), Rui Bragança (taekwondo) ou os medalhados olímpicos Emanuel Silva (canoagem), Fernanda Ribeiro e Rosa Mota (atletismo). Aos desportistas juntaram-se a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, o secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, e o presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte.
Para as 10h30 desta terça-feira está previsto um evento mais formal, no Batalha - Centro de Cinema do Porto, em que será detalhado o estado de execução do Plano Nacional de Desenvolvimento Desportivo - ainda está numa fase embrionária -, que tem como objetivo estabelecer um compromisso nacional para aumentar a prática desportiva, combater desigualdades e modernizar o sistema desportivo ao longo dos próximos três ciclos olímpicos paralímpicos e surdolímpicos, ou seja, até 2036.
